O Estado do Rio de Janeiro possui uma geografia peculiar recortada por cadeias de montanhas, com um extenso litoral e bacias hidrográficas com seus rios e lagoas, coexistindo com núcleos urbanos agitados e populosos. Tudo muito sedutor para a prática de atividades físicas ao ar livre em cenários de beleza natural que contribuem para aumentar a prática de esportes de natureza. Desses, vale destacar alguns terrestres, como trekking, escalada e rapel, aquáticos, como mergulho, rafting e surfe, e aéreos, como o voo livre.
O trekking, que pode ser praticado por todos, faz sucesso pelo espírito de equipe e aventura. Para os adeptos, algumas sugestões são as trilhas do Morro da Urca, ótimas para quem está começando. Ainda na Zona Sul do Rio de Janeiro, a trilha da Pedra da Gávea é local quase que obrigatório para iniciantes e veteranos, assim como as trilhas da Floresta da Tijuca. O rapel, técnica de descida vertical à base de cordas ou cabos, é praticado em cachoeiras, montanhas e até edifícios. Na hora de praticar este esporte é importante estar atento a todos os itens de segurança e conhecer o local e os instrumentos que serão utilizados, como mosquetões, cordas ou cabos, cadeirinha ou bouldrier, aparelhos descensores, luvas e capacete.
O rafting é um esporte praticado em botes infláveis que percorrem os rios tanto em seus trechos turbulentos quanto nos mais calmos. Os níveis dos rios, classificados por especialistas, dividem os grupos de adeptos entre os que gostam mais de aventura daqueles que preferem a tranquilidade de um simples passeio. É um esporte que pode ser praticado por qualquer pessoa, mas é imprescindível que cada um do grupo esteja atento às orientações do instrutor. Três Rios, Casimiro de Abreu e Piraí, entre outros, são alguns dos locais onde esse esporte é praticado.
O mergulho, assim como o surfe, foi um dos primeiros esportes aquáticos de natureza que conquistou os brasileiros. É uma atividade que leva o homem ao contato direto com a água e, no caso do mergulho, é preciso, antes de tudo, escolher o tipo que se deseja praticar: livre, autônomo ou dependente. Na maioria dos casos, é necessário fazer um pequeno curso prático com instrutores credenciados. Paraty, Angra dos Reis e Ilha Grande, Cabo Frio e Arraial do Cabo são alguns dos lugares cujas águas claras permitem desfrutar melhor desta prática.
Para qualquer esporte uma recomendação importante é fazer antes um leve aquecimento e alongamento antes. Para alguém que nunca praticou uma atividade na natureza vale ressaltar a importância de guias, monitores, grupos de apoio e profissionais especializados, além de uma avaliação física e do conhecimento do local.
De acordo com Sandro Felicio, praticante de esportes de aventura e profissional de educação física, especializado em gestão e marketing desportivo, muitos acidentes ocorridos durante a prática dos esportes de aventura têm como causa principal a falha humana. "Para realizar uma atividade com segurança é preciso saber utilizar bem os equipamentos e conhecer as técnicas do esporte. Um nó feito de maneira incorreta ou o cálculo errado do tempo de ar restante nos cilindros podem resultar em uma fatalidade", conta ele.
Os praticantes e suas superações
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Revista SESC Rio - Abril/2009
Fotos: Stock.xchng/Jeff Mackay Eduardo Carvalho |