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Para celebrar as doces memórias de Caio F. Abreu

Projeto no Sesc Copacabana apresenta ao público as diversas faces do escritor gaúcho, falecido em 1996


publicado em 01-06-16

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O Sesc Copacabana vai abrigar um projeto multimídia em homenagem ao contista, romancista, dramaturgo e jornalista Caio Fernando Abreu. O público vai poder entrar em contado com todo o universo do autor por meio de diferentes linguagens artísticas. A programação conta com ciclo de debates, mostra de filmes, exposição, espetáculos de teatro e dança e apresentação musical com as cantoras Marina Lima e Cida Moreira.

Foto: Juvenal Pereira/AE

Nascido em Santiago do Boqueirão, Rio Grande do Sul, em 1948, Caio F. Abreu, como assinava seus trabalhos, escreveu vários romances e contos, entre eles Pedras de Calcutá, Morangos Mofados - o livro que o tornou popular -, Os Dragões Não Conhecem o Paraíso, Onde Andará Dulce Veiga? e Limite Branco.  As marcas e a influência de autores consagrados da literatura, tais como Clarice Lispector, Hilda Hilst, Gabriel García Márquez e Julio Cortázar, são bastante evidentes em sua obra, bem como a música, o teatro e o cinema, que o inspiraram de forma marcante.

Na atividade teatral, Caio atuou, escreveu e teve adaptados diversos textos para o palco. Recebeu o prêmio Leitura do Serviço Nacional de Teatro em 1974 pela peça Uma visita ao fim do mundo, também conhecida como Pode ser que seja só o leiteiro lá fora, além do Prêmio Molière em 1989 pela peça A maldição do Vale Negro, escrita com Luiz Arthur Nunes.

Quando ainda morava na Europa, em 1994, descobriu-se portador do vírus da AIDS. Caio, então, retornou a Porto Alegre, onde voltou a viver com seus pais. Pôs-se a cuidar de roseiras, encontrando um sentido mais delicado para a vida. Foi internado no Hospital Menino Deus, onde faleceu no dia 25 de fevereiro de 1996. Sua obra permanece viva e admirada ao redor do mundo – inclusive, por toda uma nova geração de leitores e escritores.

Programe-se!

CICLO DE DEBATES

13/6 a 18/7
2as, 19h.
Grátis. 16 anos.
Mediação de Ramon Nunes Mello.

13/6 - Caio F. | Criação e Correspondência
Com Italo Moriconi, Gil Veloso e Jeanne Callegari.
20/6 - Caio F. | Uma vida encenada
Com Gilberto Gawronski, Luis Artur Nunes e Renato Farias.
11/7 - Caio F. | Vida e Ficção
Com João Silvério Trevisan, Paula Dip e Luís Fernando Emediato.
18/7 - Caio F. | Inventário Astrológico
Com Amanda Costa, Claudia Lisboa e Pedro Tornaghi.
 

EXPOSIÇÃO > CAIO FERNANDO ABREU, DOCES MEMÓRIAS

6/6 a 7/8
5a a domingo, 11h às 18h. 2as, 13h às 20h.
Grátis. 16 anos.

Com curadoria da família de Caio Fernando de Abreu - conceituação elaborada por suas irmãs Marcia de Jacinto Abreu e Claudia Abreu. A exposição apresenta de forma cenográfica um panorama sobre a vida e a obra do escritor e suas diversas facetas como escritor e jornalista, entre outras inquietudes desenvolvidas ao longo de sua vida. Apresentação de itens do acervo pessoal e bibliográfico, vestimentas, objetos de uso pessoal, manuscritos originais, dezenas de cartas, documentos, fotos, áudios e vídeos com entrevistas, entre outros.

CINEMA > MOSTRA DE CURTAS E LONGAS

Todas as 2as. Grátis.
Mediação de Flávia Prosdocimi. Com a presença dos diretores.

6/6 – 15h. 16 anos.

História de borboletas - O filme, baseado no conto de Caio Fernando Abreu, apresenta um jovem casal no momento em que a mulher decide internar o marido num hospital psiquiátrico. Logo após deixá-lo, ela passa a ter as mesmas sensações e sintomas que o levaram à internação. De Marcelo Brandão.

Onde andará Dulce Veiga?  - Dulce Veiga é uma atriz e cantora que fez sucesso durante um curto período de tempo e que desapareceu misteriosamente. Caio, um escritor que trabalha como jornalista de variedades, ao entrevistar a jovem cantora Márcia descobre que ela é filha de Dulce Veiga, de quem era fã. De Guilherme de Almeida.

4/7 - 19h. 16 anos.

Sargento Garcia - Hermes é um jovem imaturo e inexperiente que sonha em fazer faculdade de filosofia, mas quando ele vai se alistar ao exército ele percebe que a rigidez e autoritarismo do Sargento Garcia esconde uma forte pulsão sexual por jovens “diferentes”. De Tutti Gregianin.

25/7 - 19h. 12 anos.

Linda, uma história horrível - Com uma mala em punho, um filho já adulto chega para visitar sua idosa mãe.  A casa continua a mesma, porém degradada pelo tempo – degradação essa que se estende ao corpo da velha senhora. De Bruno Gularte Barreto.

Sobre sete ondas verdes espumantes - Um roadmovie poético construído através da vida e obra do escritor Caio Fernando Abreu. Santiago, Amsterdã, Berlim, Colônia, Paris, Londres, Porto Alegre, São Paulo. As cidades que testemunharam a vida breve do poeta, dramaturgo e escritor são revisitadas e recobertas agora de fragmentos de suas obras e lembranças de seus amigos, como Maria Adelaide Amaral, Grace Gianoukas e Adriana Calcanhoto. De Bruno Polidoro.

TEATRO > COMO ERA BONITO LÁ

5 a 14/7
3a a 5a, 20h.
R$ 5 (assoc. Sesc), R$ 10 (meia-entrada) e R$ 20. 16 anos.

Espetáculo inédito elaborado a partir da estrutura do Teatro Documentário, criado a partir de cartas não cedidas para publicação, do acervo do próprio Caio, que se encontra na PUC-RS, de fotos feitas por amigos em casa, fotos dos espetáculos que fez como ator, entrevistas gravadas em áudio e histórias vividas principalmente em Porto Alegre, Londres e Suécia. Com Nara Kaiserman.

DANÇA > CAIO

21 a 24/7
5a a domingo, 21h.

O espetáculo nasce do estudo das relações afetivas a partir de interações entre a dança contemporânea e a literatura de Caio Fernando Abreu. Aproximam-se corpo e palavra, dança e literatura, pelas conexões intersemióticas entre as duas linguagens artísticas. A investigação partiu da leitura de contos do escritor dando-se especial atenção às ideias de queda e às metáforas de cair e levantar recorrentes em seus contos, propondo-se transmutar tais metáforas e sensações para o corpo, através de experimentações práticas e estudos de movimento. O título faz referência às questões colocadas acima, através do jogo semântico da palavra “Caio” que tanto nos remete ao signo verbal “cair”, como ao nome do escritor Caio F. Abreu. Com o grupo Qualquer um dos 2 Cia. de Dança.

MÚSICA > MARINA LIMA + CIDA MOREIRA

21 e 22/6
20h30.
R$ 5 (assoc. Sesc), R$ 10 (meia-entrada) e R$ 20. 16 anos.

As duas cantoras apresentam repertórios referenciados pela poética do encontro entre a música e a literatura.