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“Sangue” estreia no dia 08 de agosto no Teatro de Arena do SESC Copacabana

Esta é a segunda peça de Norén montada por Bruce, que em 2016 apresentou “Demônios”, com sua Cia Teatro Esplendor, também no SESC Copacabana.


publicado em 02-08-19

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Estamos vivendo um tempo em que presenciamos grandes massas humanas se movimentando em busca de um novo lugar no mundo. “Sangue” estreia dia 08 de agosto no Teatro de Arena do Sesc Copacabana, às 19h. Esta é a segunda peça de Norén montada por Bruce, que em 2016 apresentou “Demônios”, com sua Cia Teatro Esplendor, também no Sesc Copacabana.

As guerras, os regimes totalitários e as crises econômicas têm redesenhado, por vezes de forma traumática, as ocupações humanas no planeta. Mas esse não é um problema novo. Talvez só mais visível, hoje, aos olhos do mundo. Nem este, nem as tragédias universais embutidas nas relações humanas - ou na falta delas. E foi nessas feridas atemporais que Lars Norén, um dos mais importantes dramaturgos suecos vivos, resolveu tocar, nos idos anos 1990, com seu texto “Sangue”, agora montado pela primeira vez no Brasil.

“Sangue” é uma tragédia contemporânea. Partindo do clássico “Édipo Rei”, de Sófocles, Lars Norén constrói uma trama cuja estrutura segue as bases do gênero, empurrando, através de reviravoltas surpreendentes, os personagens aos seus destinos trágicos anunciados. Através da história de um casal exilado durante a ditadura chilena, e em busca de seu filho desaparecido, a peça mergulha nos eventuais desdobramentos de famílias atravessadas pela migração forçada, seja ela fruto do exílio político ou da situação de refúgio.

A trama se passa nos anos 1990, e começa com Rosa (Luciana Braga), uma famosa jornalista e escritora chilena radicada na França, sendo entrevistada por Madeleine H (Sura Berditchevsky), popular apresentadora de uma TV francesa. A escritora fala destemidamente de sua obra e sua luta política no Chile, e conta a história do filho retirado de seus braços aos oito anos, engrossando a lista de desaparecidos durante a ditadura de Pinochet.

Paralelamente, o casamento de três décadas com o psicanalista Eric (Charles Fricks), pai de seu filho, está em crise - o marido, cada vez mais distante, vive um envolvimento amoroso com um jovem ex-paciente, Luca (Pedro Di Carvalho). O rapaz acaba de se descobrir portador do vírus HIV, fazendo crescer ainda mais a tensão sobre o secreto romance. Rosa, sem saber de nada, acaba conhecendo Luca em outras circunstâncias, e se forma assim um triângulo amoroso com consequências definitivas para os três envolvidos.

SERVIÇO

ESTREIA: 08 de agosto (5ªf), às 19h
LOCAL: Teatro de Arena do SESC Copacabana
Rua Domingos Ferreira, 160, Copacabana / RJ   Tel: (21) 2547-0156
HORÁRIOS: 5ª a domingo, sempre às 19h 
INGRESSOS: R$7,50 (associados Sesc), R$15 (meia), R$30 (inteira) / horário bilheteria: 3ª a 6ª das 9h às 20h; sab, dom e feriados das 12h às 20h / CAPACIDADE: 242 espectadores / DURAÇÃO: 100 min 
GÊNERO: tragédia 
CLASSIFICAÇÃO INDICATIVA: 18 anos 
TEMPORADA: até 1º de setembro