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Espetáculo infantil "Ana Fumaça Maria Memória" estreia dia 06 de julho no Sesc Tijuca

Recheada de elementos fantásticos na narrativa, peça fica em cartaz até 28 de julho.


publicado em 03-07-19

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Ana quer recuperar a memória que vó Maria vem perdendo. Através de desenhos, seu avô lhe ensina que a memória é como um trem na cabeça: diversos vagões com pedacinhos de vida. Como vó Maria é velhinha, o trem da cabeça dela ficou enorme e saiu pela orelha! Os vagões estão longe e, com a distância, ela passou a esquecer. Ana, então, parte em uma fantástica aventura no tempo para descobrir como guardar as lembranças para sempre.

Este é o mote da peça Ana Fumaça Maria Memória, que se apresenta de 06 a 28 de julho de 2019 no Sesc Tijuca.  Na história, Ana é uma menina que mora na periferia, próximo à linha do trem, e decide encarar uma aventura no tempo para recuperar as lembranças de sua avó, tentando lidar com diferentes tipos de perdas no caminho, como o apagamento das lembranças da vó Maria ou a ausência do vô Bastião. “A peça é sobre permanências, principalmente de amores. Essa vida que sempre permanece, mesmo quando se apaga, mesmo quando é rabisco ou quando é como fumaça e fica difícil pegar.” completa a autora.

Recheada de elementos fantásticos na narrativa, da viagem num trem imaginário de memórias a várias interações com desenhos em projeções no cenário, a peça aborda, de forma leve e poética, temas como perda. “Buscamos contar a história pelo ponto de vista de duas crianças: Ana e seu amigo Jonas. Juntos, os dois seguem essa jornada de buscas por respostas para questionamentos que, muitas vezes, os adultos não sabem como responder com palavras.” diz Marcela. O objetivo, segundo ela, é ampliar a identificação com o público infantil e oferecer aos adultos uma oportunidade de debater temáticas delicadas, como a saudade, a partir de uma abordagem lúdica.

A autora Marcela Andrade, entre 2011 e 2014, vivenciou a perda de memória de sua avó paterna, então com 95 anos. “Em meio a ‘apagões’, ela se esquecia de situações recentes que vivia, mas por outro lado me contava histórias muito antigas de sua infância e de sua juventude” Essa experiência aproximou as duas e inspirou a autora a escrever a peça. "Eu passei a valorizar cada momento junto, porque ela já estava bastante velhinha. Minha avó faleceu com quase 98 anos e, quando estava internada no CTI, soube por mim que eu escrevia essa peça pra ela.”

A dramaturgia foi criada a partir dessa memória pessoal da autora em diálogo com a obra “Meninas de Risco”, da artista plástica Adriana Seiffert. “Fui a uma exposição na casa da Adriana e me identifiquei com seus desenhos. Tive um insight ao perceber possíveis uniões entre seus traços, seus espaços vazios, suas meninas e a narrativa que eu desejava escrever.” Inspirada pelo título das ilustrações de Seiffert - “Meninas de Risco” - a autora explora na dramaturgia o duplo sentido da palavra “risco”, que pode denotar tanto um rabisco quanto um perigo.

Serviço:

Ana Fumaça Maria Memória
Sesc Tijuca
6 a 28 de julho
Sábados e domingos às 16h
Ingressos: R$10,00 inteira/ R$5,00 meia/ R$2,50 habilitados Sesc