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Teatro: "Tem Alguém Aí?" estreia dia 12 de abril no Sesc Tijuca, Zona Norte do Rio

Espetáculo questiona a fragilidade das relações contemporâneas em meios aos excessos da tecnologia


publicado em 04-04-19

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O que é preciso acontecer para unir uma mãe viciada na falsa alegria das redes sociais e uma filha sensível que vive em seu mundo interior? A queda de um meteoro no meio da sala é o ponto de partida do espetáculo “Tem Alguém Aí?” para refletir sobre a fragilidade das relações contemporâneas. A peça estreia dia 12 de abril, sexta-feira, às 19 horas, no Sesc Tijuca, Zona Norte do Rio. 
 
Com humor ácido, “Tem Alguém Aí?” utiliza a metáfora do acontecimento surreal para abordar os exageros, as falhas e dificuldades das relações humanas contemporâneas em lidar com as diferenças e criar conexões reais. Preocupada com status e as aparências, a mãe - A Mulher do Meteoro (Jojo Rodrigues) - vive às voltas com seus sonhos de sucesso financeiro enquanto negligencia sua filha, Estela (Elisa Ottoni). Pré-adolescente, a moça tem uma sensibilidade especial e cria seu próprio universo dentro do apartamento, desmontando e remontando todas as traquitanas eletrônicas trazidas para casa por sua mãe.
 
"Mãe e filha dividem o mesmo teto mas não o mesmo tempo. A peça começa com um tipo de falha de comunicação e em seu decorrer se abrange para outras possibilidades. A metáfora da conta de alguns tipos de relações que podem ser reconhecidas em pequenas ou grandes escalas pelo público", analisa Elisa Ottoni, intérprete da jovem Estela e responsável pela dramaturgia, junto com Tomás Braune. O processo de criação teve início em 2014 e se desenvolveu durante os ensaios de maneira colaborativa. A partir do mote “Como estar junto?”, o grupo iniciou uma pesquisa sobre a relação do homem com o Universo e, então, estabeleceu-se um jogo cênico em que o discurso fica explícito muito vezes em gestos e ações físicas, apesar da verborragia da mãe.
 
Destaque na cena teatral por seu trabalho como iluminador (Indicado ao Prêmio Cesgranrio 2017), Bernardo Lorga assina a direção do espetáculo. "Foi da curiosidade pela descoberta que este projeto surgiu. Usaríamos do Universo para falarmos de nós mesmos. Na peça, a mãe vive tão cegamente as engrenagens da sociedade que não é capaz de exercer um olhar sensível sobre sua própria existência e o que está à sua volta.  Até o surgimento desse fator inesperado e absurdo acontecer, alterando progressivamente sua perspectiva sobre tudo", aponta Lorga, que também assina o desenho de luz do espetáculo.