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Ações de empreendedorismo do Sesc RJ beneficiam mais de 17 mil pessoas no Estado com cursos e oficinas

Os projetos Sesc+ Criativo, Sesc+ Social e Incubadora de Economia Criativa estimulam a geração de renda


publicado em 11-12-19

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Nathalia da Silva Costa, de 31 anos, ficou desempregada e decidiu fazer um “desapego” de roupas pessoais para criar uma fonte de renda provisória. O negócio deu tão certo que hoje ela é dona do brechó com foco em moda afro Makebas, nome de origem africana que significa “uma pessoa que é magnífica em todos os sentidos”. O nome da marca poderia muito bem definir duas outras incríveis mulheres. A artesã Kátia Amorim, de 55 anos, recuperou uma paixão de infância, o crochê, para vencer a solidão, quando veio morar no Rio, e hoje lidera várias frentes de economia criativa. Já Maria Eduarda Pessanha da Cruz, de 18 anos, é surda e começou a fazer cursos orientada pela mãe, atualmente complementa a renda da casa com peças de amigurumi. Três histórias inspiradoras frutos dos projetos do Sesc RJ. 

No total, mais de 17 mil pessoas são beneficiadas pelas ações de empreendedorismo da instituição, que oferece, neste ano, 470 cursos e 529 oficinas através dos projetos Sesc+ Criativo, Sesc+ Social e Incubadora de Economia Criativa.  Para participar dos projetos de empreendedorismo do Sesc RJ, é só procurar a unidade mais próxima. 

De acordo com o gerente de Assistência do Sesc RJ, Paulo Damasceno, o empreendedorismo não é só uma tendência, mas muitas vezes, a única solução viável e possível em um curto espaço de tempo para profissionais complementarem sua renda, aprimorarem algum ofício ou buscarem um novo nicho de atuação.

“Nestes tempos em que as relações de trabalho se flexibilizam e ao mesmo tempo os mercados se tornam mais múltiplos e diversificados, empreender pode ser considerada a melhor alternativa. O Sesc RJ lançou em 2019 sua primeira Incubadora de Economia Criativa, situada na Unidade Sesc de Niterói. Os participantes da Incubadora tiveram a oportunidade de expor seus produtos no festival (Festival Sesc de Economia Criativa) e aprender na prática como tocar um negócio no dia-a-dia”, destacou o gerente.

Incubadora de Economia Criativa

No projeto da Incubadora, foram selecionados 50 empreendimentos, entre eles o Makebas. Além do coletivo de brechós, na Praça da Cantareira, em Niterói, Nathália atua de forma itinerante em eventos, ressignificando roupas com foco em moda afro. Em novembro, participou do figurino do curta “Minha História é Outra”, que estreou no Cine UFF.

“Uma amiga minha que me avisou sobre o projeto, foram 160 inscritos e meu projeto foi um dos selecionados. Conheci o tema através de uma matéria que fiz para faculdade sobre consumo consciente, vi que era um mercado em crescimento, que estava revolucionando o mundo da moda e, hoje, o brechó é minha atividade principal”, conta  a empresária, que é jornalista por formação. 

A incubadora tem o objetivo de acelerar o processo de formalização e criação de negócios de empreendedores ou grupos atendidos pelas linhas Sesc+ Social e Sesc+ Criativo, ampliando as possibilidades de geração de renda, visibilidade e impacto social. Pautado em conceitos de comércio justo, inovação, economia solidária e sustentabilidade, o projeto atua em artes manuais, arte e cultura, gastronomia, moda e serviços. A iniciativa será replicada em outras Unidades do Sesc RJ.

Sesc + Criativo

Para o desenvolvimento de habilidades e incentivo à geração alternativa de renda, são oferecidos cursos, oficinas e palestras gratuitas sobre trabalhos manuais, culinária, corte e costura e cuidados estéticos, por meio do projeto Sesc + Criativo. Com as técnicas oferecidas, o participante desenvolve produtos e serviços que possibilitam o incremento da renda familiar através do empreendedorismo, além do desenvolvimento pessoal e profissional. 

Os cursos são voltados para o público empreendedor e comtemplam módulos  práticos, oficinas e palestras de precificação, técnicas de exposição, entre outros, possibilitando a descoberta de novos talentos, técnicas de exposição e venda de produtos – a Feira Sesc de Economia Criativa é uma destas atividades que visa a prática da venda. 

Foi com o Sesc + Criativo que Maria Eduarda Pessanha da Cruz começou praticando amigurumi para encontrar uma nova atividade, aos 15 anos, e hoje é fundamental para o orçamento da família. 

“No Sesc + Criativo, a gente tem o desenvolvimento de habilidades manuais e técnicas e de conhecimento voltado para a área de empreendedorismo. Disponibilizamos cursos como artesanato, pequenos reparos domésticos, desenvolvimento de produtos e aprimoramento do acabamento. Também ensinamos técnicas para quem quer gerar renda formalizar um negócio e trabalhar com gestão”, explica Paula da Franca Freitas, responsável pelos projetos de economia criativa e empreendedorismo do Sesc RJ. 

Sesc+ Social

O Sesc+ Social oferece fóruns de discussão onde as instituições sociais têm oportunidade de integração e articulação em rede, ampliando as possibilidades de ações transformadoras e de desenvolvimento local. O programa inclui também campanhas de sensibilização, palestras, oficinas e cursos sobre temáticas pertinentes aos problemas do cotidiano e soluções sociais.

Kátia Amorim é uma das lideranças que atuam no projeto em Niterói. A artesã conheceu o Sesc + Social em 2015 e atualmente participa do Núcleo de Artesãos, encorajando outras participantes a usarem o artesanato como ferramenta de empoderamento social.

“Em 2015, criamos a Rede Criativa, e de lá para cá, tivemos a adesão de várias artesãs em busca de conhecimento sobre empreendedorismo. Na verdade, todos tinham uma atividade, mas encontramos no Sesc de Niterói apoio para aprender mais”, conta Kátia. 

Paula Franca conta que há diversos núcleos dentro do Sesc + Social, como os de “ afroempreendedores”, surdos, mulheres, entre outros. A gestora conta que o programa foca na geração de renda, porque um dos principais desafios nas comunidades é justamente o desenvolvimento econômico.

“Nós valorizamos o artesanato, o trabalho manual e destacamos a importância do empoderamento destes empreendedores e deste segmento para a sociedade. Criamos o +Social e o +Criativo porque percebemos que precisavam de incentivo e apoio para alavancar seus negócios”, define Paula.

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