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"Branco" encerra passagem pelo Brasil no Ginástico

Público se encantou com o lirismo e a poética da companhia suíça Finzi Pasca


publicado em 16-09-16

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Foram apenas dois dias. Ou melhor, duas noites de apresentação no Sesc Ginástico. No entanto, foi tempo suficiente para deixar o público boquiaberto com o lirismo, a poética e a estética do espetáculo internacional "Branco", da companhia suíça Finzi Pasca, em rápida passagem pelo Brasil.

No palco, a atriz brasileira Helena Bittencourt divide os trabalhos com o ator holandês Goos Meeuwsen. Ambos se desdobram para contar à plateia a história de um amigo em comum chamado Ruggero, que encontra a redenção no amor depois de crescer em um ambiente violento e hostil.

O palco, minimalista, enfeitado com lâmpadas que se acendem e apagam conforme a narrativa, ajusta o clima da trama, que vai do humor dos números circense até o drama capaz de levar o público às lágrimas.

Acostumada com temporadas internacionais, Helena conta que ficou muito feliz quando soube que a companhia faria uma temporada, ainda que curta, no Brasil - uma oportunidade de voltar para casa, já que sua residência fixa fica no bairro de Santa Teresa.

- Estou acostumada a dormir em quartos de hotéis. É um sonho poder acordar em casa e sair para o trabalho. Melhor coisa do mundo! - diverte-se Helena.

A atriz também assina a tradução do espetáculo, que já foi montado em quatro outros idiomas: francês, italiano, inglês e espanhol. Segundo Helena, para a versão em português algumas transposições foram feitas:

- A adaptação do texto para o português foi um processo divertido. O espetáculo ganhou alguns elementos diferentes, como por exemplo a maneira de empostar o texto e de dizer algumas palavras.

Ao fim da apresentação, o público aplaudiu os atores de pé por alguns minutos. Ouvia-se um coro pedindo para que voltassem em breve. De acordo com os atores, vontade de carimbar o passaporte de volta não falta.