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Artes Cênicas

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Imagina esse palco que se mexe

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A peça Imagina esse palco que se mexe é construída a partir dos relatos do renomado astrofísico João Ramos Torres de Mello Neto, professor titular da UFRJ e com uma importante carreira internacional. Os episódios da vida de João, nascido em Cruzeiro do Sul, Acre, são atravessados por ideias e conceitos científicos com os quais se relaciona ao longo de sua trajetória profissional. Em sua fala, histórias da infância no interior evocam o mecanismo de transmissão de ondas de rádio pela ionosfera; o simples ato de beijar alguém é associado às explosões que ocorrem no interior das estrelas; o mecanismo da visão humana é entendido a partir das propriedades físicas da água; a criação do CERN - Centro Europeu de Pesquisas Nucleares, onde surgiu a internet, é contextualizada no mundo do pós-guerra e o próprio teatro serve como ilustração para a compreensão dos buracos negros e da curvatura do tempo-espaço.

A investigação do grupo foi guiada pelo interesse em observar o mundo que nos cerca e pelo questionamento daquilo que, nele, é tido como dado e evidente, motivado por entender as leis físicas que governam o espaço e cujo conhecimento, por si só, desmistifica a estabilidade aparente do universo e o suposto lugar de destaque nele ocupado pela humanidade. As conexões entre o micro e o macrocosmo induzem a um questionamento da importância do homem na natureza e a um reposicionamento, ou fragmentação, da noção de sujeito na sociedade: o macro está no micro, e vice-versa. O espetáculo se dá no contraponto entre a pequenez do ser humano diante da imensidão cósmica e o profundo respeito à experiência da vida, cuja compreensão ganha novos significados e horizontes através da ciência.

Sendo assim, Imagina esse palco que se mexe aponta para as seguintes perguntas: qual é o sentido de uma noção de felicidade calcada no pretenso sucesso e na competição com o outro, seja esse um continente, um país, uma classe, um concorrente? Que importância tem isso, diante de nossa transitoriedade material e da fragilidade de que nos sabemos possuidores, com base no pouco que a ciência conhece sobre o universo? 


Sesc Copacabana

17 jan-23 fev

Ter Qua

R$ 6 (assoc. Sesc), R$ 12 (est., id.) R$ 25.

Terças e quartas, 20h.

No Cineteatro do Sesc Copacabana.