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Artes Cênicas

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Temporada Artes Cênicas - Manter fora do alcance de crianças

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Rita de Cássia sobrevive com seu filho Cássio isolada em um cômodo minúsculo, sujo e velho, em um país onde foi decretada a calamidade pública. Ambos alimentam-se apenas da sopa que um grupo paramilitar, organizado especialmente para este fim, distribui uma vez por dia para a população. A luz elétrica foi cortada. Os supermercados têm entrada permitida apenas a uma pequena minoria. Contra esse pano de fundo, mãe e filho catam migalhas de alimento e afeto, equilibrando-se entre a fome, as doenças e o amor, entre o terror e a nostalgia. Mas há ainda um segredo a ser revelado e, quando finalmente ele vier à tona, a relação de mãe e filho será profundamente abalada. 

A peça utiliza-se da metáfora do confinamento para expor os meandros de uma relação entre mãe e filho. Vivendo numa cidade em estado de calamidade, sem água, sem luz e sem comida, são postos à prova em sua capacidade de se relacionar e se manter unidos, resistindo e sobrevivendo.

A única iluminação da cena virá de pequenas lanternas que serão distribuídas ao público na entrada. Os atores serão vistos somente quando e se forem iluminados pela plateia.

O autor e diretor Éber Inácio conta: “O texto foi escrito há dezessete anos atrás. Vivíamos uma crise de energia no país, com black-out, racionamento. Naquela época, para mim, este quadro ficcional foi um instrumento para falar de uma relação de mãe e filho. Mas hoje, dezessete anos depois, o que era ficção é realidade. Hoje o texto ganha outra dimensão. Estamos muito próximos da calamidade pública. Estamos muito próximos dos acampamentos de refugiados. A fome aumenta no país, um cinturão de pobreza e miséria está presente, está do nosso lado. Estes personagens estão muito próximos de nós.” 

Escrito em 2000, às vésperas da crise energética que surpreendeu e sacrificou o país naquele início de um novo milênio, o texto torna-se ainda mais oportuno e assustador por revelar o desgaste e a perversão dos relacionamentos afetivos no embate contra uma situação social limite.

“Estamos vendo como as relações de afeto pode ser atingidas por uma crise externa. Até que ponto uma crise econômica, política, social, pode afetar diretamente as relações pessoais, amorosas? E até que ponto essas relações resistem? Até que ponto a gente tem fôlego, resistência para estar junto aos nossos pares? Acho que a única saída para uma crise é estar junto aos seus pares, se fortalecer através do afeto.”, continua o autor e diretor.

 

 


Sesc Tijuca

03 - 26novembro

Sex Sáb Dom

Sextas, sábados e domingos, no horário das 19h. Teatro II. R$30,00 (inteira) | R$15,00 (meia-entrada) | R$7,50 (associado Sesc). 14 anos.