mulheres plurais

Mulheres Plurais

O que é?

Nossa leitura de “mulheres plurais” está baseada nas mais diversas expressões que tangem o feminino, respeitando suas diferentes formas de inserção no mundo e posicionamento de combate à preconceitos, desigualdades e descriminação.

Nosso objetivo com este projeto é buscar compreensão a respeito das diversas representações feministas, desmistificando o conceito de identidade única e transbordando toda a diversidade desse universo, além de:

  • Contribuir para a reflexão e debate sobre as pautas que envolvem as mais diversas formas de ser mulher;
  • Fomentar a reflexão sobre as questões as sociais, políticas públicas e direitos da mulher;
  • Fomentar processos educativos de impacto de maneira atemporal;
  • Trazer a abordagem das masculinidades enquanto eixo transversal;

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Metodologia
Em nosso processo metodológico, buscaremos a construção coletiva, a partir de uma curadoria interna, que visa agregar participantes de áreas diversas do Sesc RJ e atores sociais que possuem atuação de relevância nas questões que envolvam pautas do feminismo.

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Laboratório de Narrativas Femininas
Programação virtual, parte do projeto Mulheres Plurais que, ao longo de 2021, levou cerca de 30 mulheres de várias partes do Brasil a construírem mininarrativas buscando explorar e valorizar suas histórias, refletindo as rotinas na luta pela garantia de direitos, contra a desigualdade social e de gênero, além do incentivo à escrita criativa com vivências pensadas para a transformação individual e coletiva, abrindo caminhos para o seu protagonismo.

No total, seis encontros virtuais foram realizados, elaborados e conduzidos por Carolina Rocha (Dandara Suburbana) com o objetivo de possibilitar novos olhares para si e para o(a) outro(a), desenvolvendo o autoamor e abrindo espaço na contemporaneidade para narrativas historicamente desprezadas e marginalizadas.

A partir do Laboratório de Narrativas, foram gerados dois desdobramentos:
-minidocumentários com depoimentos de algumas alunas integrantes do projeto;

-um e-book com os textos das alunas que aceitaram o convite para co-criar a possibilidade de (re)existir através da palavra. Clique aqui e baixe o e-book.

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Sobre Carolina Rocha (Dandara Suburbana):
Mulher preta, escritora, militante antirracismo, educadora, Historiadora e socióloga, dedicada aos estudos sobre religiosidade e violência urbana. Doutoranda no IESP/UERJ, pesquisadora das violências sofridas pelas espiritualidades de matriz africana há mais de dez anos. Autora de livros como “O Sabá do Sertão: feiticeiras, demônios e jesuítas no Piauí colonial”, que analisa a perseguição perpetrada as mulheres negras acusadas de bruxaria no Brasil colonial. Idealizadora do projeto Ataré Palavra Terapia, que trabalha com escrita criativa, literatura negra e autocuidado.

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Histórico
Conheça o histórico do projeto que começou com o nome de Março Delas e que em 2022 se expande para além do mês do Dia Internacional da Mulher, transformando-se em Mulheres Plurais.

2019: Ocupação Praça XV
O Dia Internacional da Mulher representa a luta por diretos e garantias sociais das mulheres, que quebram paradigmas ao longo de toda a sua trajetória.  A intenção da ação é apresentar um olhar crítico para a sociedade, fundamentado numa análise da luta das mulheres por direitos, autonomia, protagonismo e equidade social, que reforcem o posicionamento das mulheres em relação aos diversos temas de seus cotidianos, incluindo violência e empoderamento. Local: Praça XV

Foi realizada uma grande campanha de mobilização da sociedade com a presença de grandes nomes femininos dos movimentos sociais, música, literatura, cidadania, educação e cultura brasileira. O evento foi realizado com o nome “Março Delas” e trouxe uma programação que:

  • Debateu e discutiu os direitos sociais e o protagonismo feminino;
  • Informações de prevenção e tratamento de saúde;
  • Ações de qualidade de vida;
  • Cultura com um grande ativações e esquetes temáticas e shows de encerramento.

2020: Em 2020 as ações não foram realizadas, sendo suspensas por conta do início da Pandemia.

2021: Mulheres Reais que Inspiram
O tema de 2021 foi “Mulheres Reais que Inspiram”, e o projeto aconteceu 100% online.

Ressaltar as mulheres que possuem histórias inspiradoras e que lutam no seu dia a dia pela garantia de direitos e contra a desigualdade social e de gênero. Nossas mulheres quebram padrões de beleza, sofrem violências, se unem por justiça, fazendo lives, arte, moda e esporte, criando negócios próprios, se posicionando nos espaços de poder, liderando, inovando, educando, empreendendo e nos inspirando.  São essas mulheres reais que iremos conversar e valorizar.

Da periferia ao campo, das redes sociais às lideranças comunitárias, das jovens às idosas, das negras às indígenas, das empreendedoras às CEO de grandes empresas, das mães às filhas… vários exemplos de mulheres que inspiraram, inventaram, influenciaram, ajudaram ou pediram ajuda em 2020.

2022: Percursos e Narrativas “Que mulher eu fui, sou e quero ser”
Em 2022 o Sesc RJ conta, valoriza e analisa a trajetória e o processo histórico do “ser mulher”. Avaliando o PASSADO para entender o PRESENTE, com a oportunidade de pensar e elaborar o seu plano de FUTURO.

Diversas e plurais, a vida da mulher passa por várias fases biológicas e sociais, políticas, luta por direitos, experiências, aprendizados, amadurecimento e a construção da sua identidade. Os atravessamentos vividos na história, na pandemia e a reflexão do atual. Vamos provocar a reflexão do agora, do que cada mulher foi, é, e ainda será. Qual seu caminho até aqui e qual estrada ainda seguirá.

  • Mudança de definições como empoderamento por emancipação;
  • Seguindo o direcionamento da “consciência do despertar”;
  • Ancestralidade, Representatividade: Nossos passos vêm de longe;
  • Usar o espaço para exemplificar falas e trajetórias para além da dor

Que mulher eu sou, agora?  “a identidade torna-se uma “celebração móvel”: formada e transformada continuamente em relação às formas pelas quais somos representados ou interpelados nos sistemas culturais que nos rodeiam (Hall, 1987). É definida historicamente, e não biologicamente. O sujeito assume identidades diferentes em diferentes momentos, identidades que não são unificadas ao redor de um “eu” coerente. Dentro de nós há identidades contraditórias, empurrando em diferentes direções, de tal modo que nossas identificações estão sendo continuamente deslocadas.” ( Hall, 1999, p.13). Os conceitos de mulher e homem são construções históricas. Assim, metodologias que estudam os significados que os indivíduos constroem em suas relações sociais, como a história oral e a autobiografia, se tornaram ferramentas importantes para obtenção de informações sobre gênero (Beauvoir, 1949/ 1960; Louro, 1995; Rocha-Coutinho, 1994; 2000; Scott, 1995; Thébaud, 1991).

A vida de uma mulher é pessoal e única, permeada de dores, vitórias, anseios, sonhos, expectativas e projeções. Composta e recomposta por 3 tempos verbais que, em alguma medida, se conectam: Passado, Presente e Futuro. Por condições socialmente construídas, dentre racismo, violência de gênero e outras, inúmeras mulheres tiveram uma espécie de “apagamento” do seu passado. A frase popular “quem não sabe de onde veio, não saberá onde chegar” conecta em todos os sentidos a relevância de trazermos à visibilidade da importância para a vida de uma mulher a relação entre seu passado, presente e futuro, integralmente interligados, nesta ordem.

Para que tenhamos mais mulheres pautando o futuro, é preciso reconhecer a relevância de uma volta ao passado bem construída, resgatando identidades, ancestralidade e caminhos, que foram traçados por tantas outras antes.

Relatos de experiências de Mulheres do Sesc RJ
Quem eu fui que me trouxe até aqui – Mariana Isaac de Oliveira
Etarismo e relações de gênero na contemporaneidade – Raphaela Isadora Assunção Fernandes Neves
De quem é a minha autoestima – Flavia
Feminismo, Cosmos Não Caos – Flavia
Percursos e Narrativas – Adriana
Mulheres Periféricas – Elisangela Bandeira