Sesc RJ Pulsar: PORQUE TEU É MEU CUIDADO

Exposição de artes visuais com 11 mulheres de procedências diferentes (9 brasileiras, 1 colombiana, 1 guatemalteca/brasileira) cujos trabalhos – com poéticas e suportes diversos (pinturas, instalações, vídeos, performances, objetos) – refletem uma ética do cuidado. A pandemia veio agudizar os afetos que conformam hoje nossos laços sociais: luto e melancolia, solidariedade e ressentimento, indiferença e desafecção. A gestão desses afetos se tornou uma arma poderosa.  Como reação, as artes respondem com o que vem sendo percebido como virada ética, pulsão de troca, entre outras denominações.  Pois o que está em evidência senão a urgência de se pensar e praticar uma ética radical do cuidado que conecte saberes e afetos, epistemologias e sensibilidades, sabedoria cotidiana e cosmovisões?  “Cuidado” deriva do latim, cura; em sua forma mais antiga, mera.  Em outra acepção, provem de cogitare-cogitatus, cogitar, prestar atenção. Significações interligadas:  desvelo e atenção ao outro. Cuidar é mais que um ato ou um momento de zelo e preocupação com o outro, é uma ética geradora de uma infinidade de experiências, sensibilidades e saberes, que implica vínculos e responsabilidades que embasam as relações e os laços com os outros e o mundo em geral. Os trabalhos apresentados coreografam gestos de cuidado, escutas e atravessamento de mundos, de acolhimento ao outro e de suas dores, de nossas dores.  A jaqueira do quintal que chora derrubada pelo vento, os troncos queimados e abandonados em arrastos, ganham pulmões de vidro que se moldamdam o luto dos nossos queridos e a difícil gestão de sua perda. A tinta preta em derrame desenha nossa melancolia em aquarelas, os objetos, lenços guardados, impregnados das mais íntimas lembranças são doados, bordados e costuradas em um abrigo-manta de todos, uma memória coletiva. Benzedeiras, ervas e patuás. Saberes ancestrais e as pequenas dádivas do cotidiano, quitapenas, encantadas, incorporadas, transes e seres híbridos. Somos quimeras, interespécies em inextricável interdependência e pertença à Terra, nossa casa comum. Como imaginar uma política do cosmos? Quiçá por uma ética do cuidado como dimensão comum, das muitas formas de vidas nas quais estamos entrelaçados em co-existência, em incessante co-constituir-se:  dos fungos às estrelas, dos orixás e deusas maia às plantas que nos curam.

Ficha Técnica:
Artistas: Beanka Mariz, Cláudia Lyrio, Denise Calasans, Duda Las Casas, Fernanda Leme, Julie Brasil, Maria de Los Vientos, Mercedes Lachmann, Roberta Paiva, Rosa Damasceno, Talita Tunala
Curadoria: Marisa Flórido César
Produção executiva: Museo Museologia e Museografia, Daniela Camargo, Mariana Santana
Programação visual: Tania Tata Rodrigues
Montagem: KBedim
Assessoria de comunicação: Agência Galo
Foto e vídeo registro: Agência Galo
Coordenação Administrativo-Financeiro: Eliane Alves

Unidades

Sesc Copacabana

Domingo, Terça, Quarta, Quinta, Sexta e Sábado, 10h às 19h | 14 anos | Gratuito

Redes Sociais: Beanka Mariz: @beanka.mariz / Facebook: beanka.mariz; Cláudia Lyrio: @claudialyrio_artist; Denise Calasans: @denisecalasans / Facebook: denise.gamalima; Duda Las Casas: @dudanaotemduvida / Facebook: eduardalascasas; Fernanda Leme: @fernandaleme / Facebook: fernanda.leme.7/; Julie Brasil: @juliebrasil / Facebook: julie.brasil; Maria de Los Vientos: @maria_delosvientos / Facebook: Mariaandreatm; Mercedes Lachmann: @mercedeslachmann/ Facebook: mercedes.lachmann; Roberta Paiva: @robertapaiva.art / Facebook: roberta.paiva.3367; Rosa Damasceno: @rosaparanhos.arte / @vazio20nos20 / Facebook: vazio20nos20; Talita Tunala: @talitatunala; Curadoria Marisa Flórido César: @marisafloridocesar / Produção Museo: @museo.mm / Facebook: museomm

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