Tour de France

Tour de France – etapa Rio – Jacas no percurso da corrida serão colhidas e alimentarão pessoas em vulnerabilidade social

Levantamento apontou cerca de 10 toneladas de jacas no trecho que passa pela Floresta da Tijuca, fazendo dele um dos mais perigosos da corrida, mas rico em fonte do alimento. Ciclista já ficou ferido após ser atingido por um fruto em fevereiro de 2021 na Estrada Dona Castorina. Jacas colhidas serão revertidas para programas de combate à fome, como o Mesa Brasil Sesc RJ.

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A etapa Rio de Janeiro do Tour de France – evento de ciclismo amador que tem como objetivo aproximar os participantes da experiência da maior competição de ciclismo do mundo – está marcada para o próximo domingo (21/11). Antes, porém, os frutos das jaqueiras situadas no trecho do percurso que compreende a Floresta da Tijuca (Estrada Dona Castorina e Estrada das Canoas) estão sendo colhidos de modo a evitar acidentes como o que aconteceu em fevereiro de 2021: um ciclista que treinava no local foi atingido por uma jaca, teve o capacete rachado e passou por atendimento médico. Ele não se feriu gravemente.

Um levantamento feito no trecho apontou a presença de 237 jaqueiras com aproximadamente 10 toneladas de jacas, o que o tornaria perigoso para os ciclistas. Além de caírem sobre os atletas, os frutos na pista também podem ocasionar quedas. O responsável pela ação de retirada é a empresa de educação socioambiental Mão na Jaca, que se dedica a promover o aproveitamento integral das jaqueiras urbanas a partir da difusão da cultura de uso da jaca verde em pratos salgados.

Este manejo deveria ser feito de forma regular, e não somente por conta de uma corrida de ciclismo. Se a coleta é feita com a jaca ainda verde, ela apresenta menor risco e passa a ser um grande patrimônio para a cidade, além de fonte de alimento para quem mais precisa. É um fruto maravilhoso, que pode ser usado em muitos pratos salgados, mas não é por conta de uma pecha negativa de séculos, pois já foi muito utilizado pelos colonizadores para alimentar escravos”, diz a pesquisadora e documentarista Marisa Furtado, fundadora da Mão na Jaca.

Para a retirada das jacas, a empresa contará com o apoio da Comlurb, mas também está angariando fundos através de uma vaquinha virtual para financiar a operação emergencial (https://benfeitoria.com/coletadejacaemergencialletaperiovistachinesa).

Doação para o Mesa Brasil Sesc RJ

Depois dos frutos serem retirados, a Mão na Jaca se encarregará de doá-los a instituições e programas que se dedicam a combater a fome e o desperdício de alimentos, entre eles o Mesa Brasil Sesc RJ, que deve ficar com o maior montante. A entrega está marcada para esta quinta-feira (18/11). O programa foi um dos escolhidos pela expertise de mais de 20 anos atuando como ponte entre quem quer doar e quem precisa receber. Somente durante a pandemia, distribuiu mais de 3,5 mil toneladas de alimentos.

Além de doar os alimentos, o programa do Sesc RJ através das ações educativas orienta cozinheiros das instituições socioassistenciais atendidas (creches, asilos, abrigos, entre outros) a aproveitá-los integralmente, mesmo trabalho que ocorrerá com as jacas da etapa Rio de Janeiro do Tour de France.

O percurso total da corrida no dia 21 de novembro será de 102 quilômetros, partindo da Marina da Glória até o Mirante das Canoas e depois retornando pelo mesmo trajeto até o ponto de partida.

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