- 2019: Ocupação Praça XV
O Dia Internacional da Mulher representa a luta por diretos e garantias sociais das mulheres, que quebram paradigmas ao longo de toda a sua trajetória. A intenção da ação é apresentar um olhar crítico para a sociedade, fundamentado numa análise da luta das mulheres por direitos, autonomia, protagonismo e equidade social, que reforcem o posicionamento das mulheres em relação aos diversos temas de seus cotidianos, incluindo violência e empoderamento.
Local: Praça XV
Foi realizada uma grande campanha de mobilização da sociedade com a presença de grandes nomes femininos dos movimentos sociais, música, literatura, cidadania, educação e cultura brasileira. O evento foi realizado com o nome “Março Delas” e trouxe uma programação que:
- Debateu e discutiu os direitos sociais e o protagonismo feminino;
- Informações de prevenção e tratamento de saúde;
- Ações de qualidade de vida;
- Cultura com grandes ativações, esquetes temáticas e shows de encerramento.
- 2020 (ações suspensas pela COVID-19)
- Em 2020 as ações não foram realizadas, sendo suspensas por conta do início da Pandemia.
- 2021: Mulheres Reais que Inspiram
O tema de 2021 foi “Mulheres Reais que Inspiram”, e o projeto aconteceu 100% online.Ressaltar as mulheres que possuem histórias inspiradoras e que lutam no seu dia a dia pela garantia de direitos e contra a desigualdade social e de gênero. Nossas mulheres quebram padrões de beleza, sofrem violências, se unem por justiça, fazendo lives, arte, moda e esporte, criando negócios próprios, se posicionando nos espaços de poder, liderando, inovando, educando, empreendendo e nos inspirando. São essas mulheres reais que iremos conversar e valorizar.
Da periferia ao campo, das redes sociais às lideranças comunitárias, das jovens às idosas, das negras às indígenas, das empreendedoras às CEO de grandes empresas, das mães às filhas… vários exemplos de mulheres que inspiraram, inventaram, influenciaram, ajudaram ou pediram ajuda em 2020.
- 2022: Percursos e Narrativas “Que mulher eu fui, sou e quero ser”
Em 2022 o Sesc RJ conta, valoriza e analisa a trajetória e o processo histórico do “ser mulher”. Avaliando o PASSADO para entender o PRESENTE, com a oportunidade de pensar e elaborar o seu plano de FUTURO.Diversas e plurais, a vida da mulher passa por várias fases biológicas e sociais, políticas, luta por direitos, experiências, aprendizados, amadurecimento e a construção da sua identidade. Os atravessamentos vividos na história, na pandemia e a reflexão do atual. Vamos provocar a reflexão do agora, do que cada mulher foi, é, e ainda será. Qual seu caminho até aqui e qual estrada ainda seguirá.
- Mudança de definições como empoderamento por emancipação;
- Seguindo o direcionamento da “consciência do despertar”;
- Ancestralidade, representatividade: nossos passos vêm de longe;
- Usar o espaço para exemplificar falas e trajetórias para além da dor;
Que mulher eu sou, agora? “a identidade torna-se uma “celebração móvel”: formada e transformada continuamente em relação às formas pelas quais somos representados ou interpelados nos sistemas culturais que nos rodeiam (Hall, 1987). É definida historicamente, e não biologicamente. O sujeito assume identidades diferentes em diferentes momentos, identidades que não são unificadas ao redor de um “eu” coerente. Dentro de nós há identidades contraditórias, empurrando em diferentes direções, de tal modo que nossas identificações estão sendo continuamente deslocadas.” ( Hall, 1999, p.13). Os conceitos de mulher e homem são construções históricas. Assim, metodologias que estudam os significados que os indivíduos constroem em suas relações sociais, como a história oral e a autobiografia, se tornaram ferramentas importantes para obtenção de informações sobre gênero (Beauvoir, 1949/ 1960; Louro, 1995; Rocha-Coutinho, 1994; 2000; Scott, 1995; Thébaud, 1991).
A vida de uma mulher é pessoal e única, permeada de dores, vitórias, anseios, sonhos, expectativas e projeções. Composta e recomposta por 3 tempos verbais que, em alguma medida, se conectam: Passado, Presente e Futuro. Por condições socialmente construídas, dentre racismo, violência de gênero e outras, inúmeras mulheres tiveram uma espécie de “apagamento” do seu passado. A frase popular “quem não sabe de onde veio, não saberá onde chegar” conecta em todos os sentidos a relevância de trazermos à visibilidade da importância para a vida de uma mulher a relação entre seu passado, presente e futuro, integralmente interligados, nesta ordem.
Para que tenhamos mais mulheres pautando o futuro, é preciso reconhecer a relevância de uma volta ao passado bem construída, resgatando identidades, ancestralidade e caminhos, que foram traçados por tantas outras antes.
- 2023: Festival Sesc Mulheres Plurais - Vozes Múltiplas
Em 2023 o projeto Sesc Mulheres Plurais buscou se aproximar do conceito Gênero na atualidade compreendendo a perspectiva plural do próprio projeto dentro do universo feminino. O projeto vem sendo moldado e construído de acordo com as mudanças contemporâneas, o entendimento do feminino e as mudanças sociais.Em referência ao Dia Internacional da Mulher, realizamos no último dia 25/03, o Festival Sesc Mulheres Plurais, uma experiência que reuniu diferentes ativações, interações culturais, artísticas, oficinas criativas, feira de econômica criativa, espaço gastronômico e atividades diversas ao longo de todo o mês de março sobre o temática, com culminância no último final de semana do mês.
Durante o festival, aconteceu a Roda de Conversa – Vozes Múltiplas com a participação de três convidadas especialistas na temática que trouxeram importantes contribuições para o debate com o público presente de aproximadamente 100 pessoas. A ação teve mediação da professora Dra. Tatiana Pequeno.
O grupo discutiu diferentes experiências a partir do lugar situado pelas próprias convidadas, tais como: filosofia africana e o sagrado feminino, por Helena Theodoro. O pensamento Transfeminista por Amara Moura e a busca por identidade da população amarela, a partir do olhar da atriz e poeta Lian Tai.
- 2024: 6º Festival Sesc Mulheres Plurais
Um dia de celebração e reflexão sobre o universo feminino
No dia 26 de abril de 2024, a Praça XV, no Centro do Rio de Janeiro, foi palco da 6ª edição do Festival Sesc Mulheres Plurais. O evento gratuito, realizado pelo Sesc RJ, reuniu diversas atividades culturais, educativas e artísticas, promovendo um encontro de gerações e linguagens para refletir sobre o feminino em suas múltiplas expressões.A programação contou com rodas de conversa, oficinas, exposições, feira de economia criativa, sarau poético e apresentações musicais. O festival celebrou a força e a diversidade das mulheres, destacando iniciativas voltadas para o empreendedorismo feminino, a valorização da cultura e o enfrentamento à violência de gênero.
Destaques da programação
Rodas de conversa
No Centro Cultural da PGE-RJ, duas conversas reuniram grandes nomes para debater temas essenciais. A primeira contou com a chef Teresa Corção e as alunas do projeto Incubadora Sesc de Economia Criativa, discutindo alimentação ancestral e orgânica. Já a segunda trouxe a cantora Ana Costa, a escritora Mirim Alves e a ativista indígena Geni Núñez, abordando a participação das mulheres no samba e na bossa.Feira de Economia Criativa
O festival também abriu espaço para mulheres empreendedoras, com uma feira composta por alunas do projeto Sesc+ Criativo e da Incubadora Sesc de Economia Criativa, incentivando a geração de renda e a autonomia financeira.Homenagem a Elza Soares
Uma das grandes inspirações do festival, Elza Soares foi homenageada ao longo do dia, reforçando sua importância como símbolo de resistência e representatividade feminina na música brasileira.Sarau poético e música ao vivo
A poesia também teve seu espaço com o sarau Rasga o Verbo, em formato slam, no qual mulheres subiram ao palco para declamar seus textos autorais. Encerrando o evento com chave de ouro, o público vibrou com a roda de samba do Movimento de Mulheres Sambistas, com participação de Ana Costa, e o show emocionante de Teresa Cristina, que revisitou clássicos do pagode dos anos 1980 e 1990.






