“Que Minha Apoti me Acompanhe” acompanha Abou, um menino cuja imaginação transforma uma mala — presente dado por seu pai — em Apoti, sua cachorra imaginária e refúgio afetivo. Em meio a conflitos familiares, migração e fronteiras, Apoti torna-se abrigo, jogo e proteção.
Ao se perder de seu pai, Abou resiste fabulando mundos, resinificando perdas e convertendo o medo em gesto de permanência. O espetáculo é inspirado na noticia publicada em 2015, na qual um garoto de 8 anos foi descoberto dentro de uma mala na fronteira entre Marrocos e Espanha (Ceuta), além disso aborda o poder da fabulação como estratégia de existência, a partir do olhar de uma criança, diante de um mundo que insiste em negar pertencimento a certos corpos.
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