Em “Filho da Margem”, Marcio Cunha divide a cena com as intérpretes-criadoras Carla Stank e Joana Carelli. Inspirados na relação entre corpo e espiritualidade nas tradições dos orixás, os três em cena vivem um ebó dançado: uma oferenda feita com o corpo, para e com Logunedé. Filho dos orixás Oxóssi e Oxum, Logunedé é o orixá da estratégia, um caçador encantado que transita entre dois mundos. Na mata, é o caçador ágil, com seu arco e flecha; no rio, é o encanto e a fluidez. O título do espetáculo remete a esse lugar de encontro: a margem é onde o rio encontra a mata.
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