Em Culto à Terra, Jhon Bermond convida o público a ver a terra como matéria viva e guardiã de memórias. Usando geotintas e pigmentos minerais e vegetais, o artista transforma solos de várias regiões do Brasil em cores, formas e histórias. As obras trazem memórias de sua infância no Espírito Santo, saberes familiares e festas populares, como folias de reis, congadas e celebrações indígenas e afro-brasileiras. Evocam biomas, caminhos ancestrais e mestres da cultura popular. Para Jhon, coletar pigmentos é ouvir as comunidades: cada cor carrega a história de seu lugar de origem. Diante da urgência ambiental, a mostra propõe uma reconexão entre arte, natureza e ancestralidade.
