Uma comédia de realismo fantástico ambientada em uma pequena cidade esquecida do mapa, prestes a ganhar destaque mundial com o possível recorde da mulher mais velha do mundo: Dona Zefa (Débora Lamm), parteira que diz ter 150 anos, mesma idade de Makiba (Luís Miranda), a jabuti falante que testemunha sua história. Na cidade, cada nascimento foi marcado por uma árvore plantada por Dona Zefa, dando origem a moradores com nomes de frutas e plantas, como Nininha Mexerica e Celinho da Jaca (vividos por Luís Miranda). O grande espetáculo local é a pororoca, celebrada em contagem regressiva como um réveillon amazônico. Quando empreiteiros tentam destruir o mangue para construir um spa de luxo, os habitantes se unem: o prêmio pelo recorde de Dona Zefa pode salvar a comunidade e o ecossistema. Segundo Rodrigo Portella, “É antes de tudo uma peça sobre amizade, envelhecimento. Ela fala do tempo num contexto de imensa brasilidade. É uma história que só poderia acontecer aqui.” “Uma mistura poderosa é a Pororoca! Como seria viver em uma cidade fora do tempo? Um pedaço de Brasil onde ainda se preserva nossa essência e o requinte da nossa simplicidade.”, completa Debora Lamm. E Luís Miranda conclui: “A pororoca nos ensina que a vida é melhor com amigos.”
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