Poéticas negras: do samba à literatura. Entre o samba que atravessa as ruas e a literatura que atravessa gerações, esta sessão aproxima duas obras que olham para a experiência negra no Brasil a partir de diferentes formas de expressão. Em “Samba Infinito”, o carnaval carioca é cenário de encontros, perdas e afetos. Entre a festa e a dor, o filme revela a vida que pulsa para além da folia. Com participação especial de Gilberto Gil e Camila Pitanga, o filme abre alas para o samba como instrumento de poesia e afeto. Já “Cadernos Negros”, nome inspirado nos Cadernos de Carolina Maria de Jesus, conta a história da série literária homônima, criada em 1978 por um grupo de escritores negros, em São Paulo. Até hoje, mais de 300 autores negros publicaram nos Cadernos. Abrilhantam este documentário grandes nomes da literatura contemporânea brasileira, como Conceição Evaristo, Cuti, Oswaldo de Camargo, Esmeralda Ribeiro, Miriam Alves, Márcio Barbosa e Cosme Nascimento. Informações de ingressos e valores:
Entrada gratuita. Retirada do ingresso na bilheteria da Unidade. Sujeita à lotação. Filmes: sinopses e informações técnicas
Samba Infinito: direção de Leonardo Martinelli. Brasil, 2025. Ficção. 15 min. Durante o Carnaval carioca, um gari enfrenta o luto pela perda da irmã enquanto cumpre suas obrigações de trabalho. Em meio à folia dos blocos de rua, ele encontra uma criança perdida e decide ajudá-la.
Cadernos Negros: direção de Joel Zito Araújo. Brasil, 2025. Documentário. 73 min. Cadernos Negros, nome inspirado nos Cadernos de Carolina Maria de Jesus, conta a história da série literária homônima criada em 1978 por escritores em São Paulo, dentro do CECAN, Centro de Cultura e Arte Negra. A série, que lançou o número 45 em 2024, surge em um momento crucial, quando a população negra buscava espaço e representatividade em diversas esferas da sociedade brasileira. O Quilombhoje, grupo responsável pela iniciativa, propõe o debate sobre o apagamento do negro e sua representação distorcida na literatura brasileira. Até hoje, mais de 300 autores negros publicaram em Cadernos Negros.