Na tarde de seu aniversário, Maria Emília, uma recatada senhora paulistana, caminha solitária pelas ruas de São Paulo. Ao parar numa banca de jornais, a professora aposentada escandaliza-se com manchetes e capas de revistas. Indignada, decide escrever ao diretor do “Jornal da Tarde”. A cada tentativa de esboçar sua carta, Maria Emília é interrompida pela movimentação urbana e invadida por lembranças e fantasias que a levam de volta ao início da carta. Acaba por refugiar-se numa sessão de cinema, mas o escurinho da sala lhe traz uma grande revelação.
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