As Bambas Homenagem às Mulheres do Samba

Arte em Cena: Stella do Patrocínio, presente!

Eu sou Stella do Patrocínio Bem patrocinada. Estou sentada numa cadeira Pegada numa mesa nêga preta e criola E eu sou uma nêga preta e criola Que a Ana me disse. (VERSOS, REVERSOS, pensamentos e algo mais…, 1991, p. 13)

Stella do Patrocínio, presente! é uma programação em formato debate-performance, que busca refletir sobre as memórias, enunciações e outros atravessamentos evocados pela existência da poeta, a partir de uma perspectiva negra, feminista, decolonial e antimanicomial. O encontro contará com a participação das pesquisadoras Anna Carolina Vicentini Zacharias e Tatiana Henrique que mediará o encontro. Ao longo da conversa será apresentada uma performance em vídeo encenada e produzida por Tatiana Henrique, que consiste na presentificação do falatório enunciado por Stella do Patrocínio no corpo/vida de uma mulher afro-diaspórica.

A programação Stella do Patrocínio, presente! será exibida no dia 10 de setembro às 19h, no canal do Sesc RJ no Youtube (Acessível em Libras). 


STELLA DO PATROCÍNIO

Stella do Patrocínio, mulher negra nascida no estado do Rio de Janeiro no dia 9 de janeiro de 1941. Filha caçula de Manoel do Patrocínio e Zilda Francisca do Patrocínio. Aos 21 anos, quando residia no apartamento dos fundos de um prédio de três andares em Botafogo, foi internada involuntariamente no Centro Psiquiátrico Pedro II (CPPII) pela polícia civil, enquanto caminhava na Rua Voluntários da Pátria. A poeta permaneceu aprisionada, no Núcleo Teixeira Brandão, pavilhão de mulheres da Colônia Juliano Moreira, em Jacarepaguá, até o dia 20 de outubro de 1992, dia de sua morte. Stella do Patrocínio, foi enterrada como indigente no cemitério de Inhaúma. [1]

Eu estava com saúde, adoeci, Eu não ia adoecer sozinha, não, Mas eu estava com saúde, estava com muita saúde, Me adoeceram, me internaram no hospital E me deixaram internada, E agora eu vivo no hospital como doente, O hospital parece uma casa, O hospital é um hospital.” (VERSOS, REVERSOS, pensamentos e algo mais…, 1991, p. 16)

Entende-se que o poder de suas enunciações transpõe as interlocuções de outras(os). Seu falatório exprime/evoca a voz, palavra/grito como estratégia de SOBRE – VIVÊNCIA, que atravessa a existência de corpos negros.  Sua voz se faz presente, altiva e audível.

Você pode ouvi-lá

STELLA PRESENTE!

Conheça outros trabalhos dedicados à memória de Stella do Patrocínio:

–  Pesquisa de Anna Carolina V. Zacharias – Dissertação “Stella do Patrocínio: da    internação involuntária à poesia brasileira”, 2020.  Link de acesso: http://repositorio.unicamp.br/jspui/handle/REPOSIP/348087?mode=full

  • Poema em prosa “Agonia e Sorte de Stela do Patrocínio” de Edimilson de Almeida Pereira. In.: Poesia + (antologia 1985-2019), São Paulo, Editora 34, 2019.
  • Música Medrosa Odé a Stella do Patrocínio, de Linn da Quebrada – https://www.youtube.com/watch?v=AmnfAc5PLEk
  • Programa Stella do Patrocínio: a história que fala – Museu Bispo do Rosário

[1] Os dados acima reunidos foram colhidos e levantados por Anna Carolina Vicentini em sua dissertação de mestrado Stella do Patrocínio: da internação à poesia brasileira, Universidade Estadual de Campinas, 2020.

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