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Cinema em casa: dicas imperdíveis de filmes nacionais disponíveis online

Por Leandro Luz

Para enfrentar a quarentena e o isolamento social , iniciamos hoje uma série de indicações de filmes para assistir nas diversas plataformas de streaming. Como nem sempre é fácil achar o que há de melhor no catálogo desses serviços, reuniremos, semanalmente, um conjunto de obras para todos os gostos e idades.

Que tal mergulharmos no cinema brasileiro para começar a semana?

Única plataforma pública de streaming do Brasil, a Spcine Play reúne títulos clássicos e contemporâneos do cinema brasileiro e mundial. Sua curadoria exibe filmes diversos que já passaram pelas principais mostras e festivais de cinema de São Paulo. O serviço está disponível em todo o país pelo site spcineplay.com.br e seu conteúdo foi liberado até o dia 17 de abril. Para assistir é preciso cadastrar e-mail e senha na plataforma Looke, para a qual o usuário é redirecionado ao selecionar um título.

A partir do rico catálogo da Spcine Play, indicamos seis filmes que dialogam com o universo da música, abordando temas variados sobre cantores, compositores, bandas e gêneros musicais, e a filmografia quase completa de três importantes cineastas brasileiros: Ana Carolina, Andrea Tonacci e Lúcia Murat.

Ana Carolina é cineasta, iniciou sua carreira no final da década de 1960 e continua produzindo até hoje. Ela foi membro do júri do Festival de Berlim em 1978 e teve seu longa-metragem “Das Tripas Coração” exibido na mostra Um Certo Olhar do Festival de Cannes de 1982.

Andrea Tonacci é considerado um dos grandes cineastas do Cinema Marginal Brasileiro (ou Cinema de Invenção, como cunhado pelo crítico e também realizador Jairo Ferreira). Apesar da curta filmografia, o diretor ítalo-brasileiro produziu obras icônicas e premiadas nacional e internacionalmente, como “Bang Bang”, de 1971, e “Serras da desordem”, de 2006. Tonacci faleceu em 2016.

Lucia Murat é uma das realizadoras mais importantes e prolíficas da história do cinema brasileiro. Quando jovem, participou de movimentos estudantis lutou bravamente contra a ditadura militar entre os anos de 1960 e 1970, tendo sido presa e torturada por agentes militares. Esta experiência exerceu uma forte influência no seu trabalho, composto por filmes seminais na historiografia do nosso cinema como “Que bom te ver viva”, de 1989, e “Uma longa viagem”, de 2011.

FILMES INDICADOS

Especial Cinema & Música

  • Vou rifar meu coração (Ana Riepper)
  • Titãs: a vida até parece uma festa (Branco Melo / Oscar Alves)
  • Jards Macalé: um morcego na porta principal (João Pimentel / Marco Abujamra)
  • Filhos de João, o admirável mundo novo baiano (Henrique Dantas)
  • Cartola: música para os olhos (Hilton Lacerda / Lírio Ferreira)
  • Nelson Cavaquinho (Leon Hirszman – curta-metragem)

 

Especial Ana Carolina

  • A primeira missa
  • Amélia
  • Das tripas coração
  • Gregório de Mattos
  • Mar de rosas
  • Sonho de Valsa

 

Especial Andrea Tonacci

  • Bang bang
  • Bla bla bla
  • Conversas no Maranhão
  • Já visto, jamais visto
  • Olho por olho
  • Serras da desordem

 

Especial Lucia Murat

  • A nação que não esperou por Deus
  • Brava gente brasileira
  • Doces poderes
  • Maré, nossa história de amor
  • O pequeno exército louco
  • Olhar estrangeiro
  • Quase dois irmãos
  • Que bom te ver viva
  • Uma longa viagem

 

Para além desses especiais acima listados, indicamos também outros títulos avulsos interessantes, entre eles: “A hora da estrela”, dirigido pela Suzana Amaral e baseado no romance homônimo de Clarice Lispector, cujo centenário se comemora este ano; “O caso do homem errado”, importante documentário dirigido pela Camila de Moraes, que conta a história do jovem operário negro Júlio César de Melo Pinto, executado pela Brigada Militar nos anos 1980, em Porto Alegre; “Histórias que só existem quando lembradas”, primeiro longa-metragem realizado por Julia Murat, filha de Lucia Murat, sobre uma jovem fotógrafa que chega em uma cidade que não pode enterrar seus mortos porque o cemitério está fechado; e, por fim, o clássico “À meia-noite levarei sua alma”, dirigido por José Mojica Marins, falecido em fevereiro deste ano, e responsável por apresentar ao mundo o inesquecível personagem Zé do Caixão.

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