Ocupação Refúgio

Mostra interativa e imersiva no Sesc Quitandinha

Ferramentas tecnológicas “transportarão” o visitante ao Saara Ocidental, local de refúgio do povo saarauí, e às casas de brasileiros isolados durante a pandemia.  

O Sesc Quitandinha abre na próxima sexta-feira (8/10), na Cúpula do Palácio, a Ocupação Refúgio: Arte, Ciência e Tecnologia – Narrativas e Mediações em Tecnologia e humanidades. Trata-se de uma mostra imersiva e interativa que levará o público a uma viagem aos recônditos da condição humana vivida durante a quarentena contra a Covid-19: o refúgio. Saiba mais em www.ocupacaorefugio.com.br.

Na instalação artística “Irifi: Estrelas do Deserto”, o visitante é “transportado”, por meio de ferramentas de realidade aumentada e imagens 3D, ao deserto do Saara Ocidental. Ali conhecerá histórias e os hábitos do povo saarauí, que desde 1975 vive na condição de refugiado na região Norte da África e luta por sua independência do Marrocos e da Mauritânia. O ambiente reproduzirá a atmosfera local, com destaque para o céu estrelado, umas das ferramentas de localização utilizadas pelos saarauís em suas peregrinações pelo deserto. O projeto leva a assinatura do artista e cineasta Felipe Carrelli, com a participação do GalileoMobile, organização internacional que se dedica a levar a diversos países do mundo a divulgação científica.

Ferramentas tecnológicas levam a uma “viagem” ao deserto do Saara Ocidental.

A instalação “Quarentena: como será o amanhã?apresentará, por meio de dispositivos audiovisuais, depoimentos de pessoas em isolamento social captados durante a primeira onda da pandemia. Os relatos representam uma diversidade de perspectivas e afetos através das projeções futuras de brasileiros no refúgio das suas casas. O trabalho é assinado por André Paz, coordenador do BUG 404, laboratório em rede que atua no campo das narrativas interativas e imersivas inovadoras, ligado à Universidade Federal do Estado do Rio de Janeiro (UNIRIO) e ao Programa de Pós-Graduação em Mídias Criativas da Universidade Federal do Rio de Janeiro (PPGMC/UFRJ).

Brasileiros expõem reflexões sobre o futuro pós-pandemia.

“Refúgio é um lugar onde estamos acolhidos, protegidos de perigo iminente. Onde o encontramos diante da Covid? Em nossas casas? E como nos refugiamos da solidão do isolamento social?  Nas telas, pela internet? Talvez, o coronavírus tenha disseminado uma experiência de vulnerabilidade análoga àquela vivida desde sempre pelos povos refugiados. Desterrados em suas próprias casas. Sem chão”, analisa André Paz, diretor artístico da Ocupação Refúgio e coordenador do BUG 404.

Criatividade durante o isolamento social
Além das duas instalações, o projeto Ocupação Refúgio contará com a Mostra Corona Bug, na qual serão apresentadas seis iniciativas on-line criadas durante isolamento social. Além da criatividade, os projetos trazem em comum o caráter de acolhimento aos usuários. Através da leitura de QR Codes, o visitante conhecerá, por exemplo, o Museu do Isolamento, o primeiro museu online do Brasil que se propõe a divulgar o trabalho de artistas que estão produzindo em seus diferentes isolamentos. Também poderá acessar, entre outros, o Cartografias da Memória, um compilado de áudios sobre as experiências e sentimentos vividos por pessoas durante a quarentena no Brasil e no mundo.

 

Serviço
OCUPAÇÃO REFÚGIO
– De 8 de outubro a 31 janeiro
Instalações presenciais na Cúpula do Sesc Quitandinha (Rua Joaquim Rolla 2 – Petrópolis)
Mais informações em www.ocupacaorefugio.com.br

Estrelas do Deserto

 

“Quarentena: como será o amanhã?”

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