Descolonizando a ciência

Descolonizando a ciência

Quando você pensa em ciência o que vem a sua cabeça? Você sabe o que um cientista pesquisa? Descolonizando a ciência, a equipe do programa Arte, Ciência e Tecnologia do Sesc explica a importância dos pesquisadores sociais na construção dos conhecimentos das humanidades.

Durante muito tempo, fragmentamos o conhecimento, compartimentando-o em caixinhas, o que contribuiu para a valorização de determinadas áreas e conhecimentos. Percebe-se uma valorização dos conhecimentos ligados às ciências exatas e biológicas em detrimento dos conhecimentos das humanidades.

O campo das ciências humanas tem como foco à análise do estudo social, ou seja, estuda a relação entre o indivíduo e a sociedade, levando em consideração os aspectos sociais, históricos, econômicos, políticos, religiosos, de raça e gênero.

As disciplinas e os conhecimentos das ciências humanas nos conduzem a refletir e questionar o que devemos fazer, entendendo os objetivos da humanidade. Ao mesmo tempo, as ciências exatas normalmente nos levam a questionar como podemos atingir os objetivos traçados. Por isso, ciências humanas são tão importantes quanto as ciências exatas e biológicas.

Não é uma questão de priorizar uma área sobre a outra, nós precisamos de ambas. São dois campos poderosos e complementares para o bem da humanidade.

Portanto, para fortalecer a importância das ciências humanas e dos cientistas sociais e pesquisadores das ciências humanas, elaboramos uma série com alguns pesquisadores do campo das ciências humanas e sociais, que produzem conhecimentos científicos e acadêmicos importantíssimos para compreensão das nossas relações sociais, bem como, o estabelecimento de uma sociedade mais harmoniosa.

Apesar da relevância de seus estudos, muitos cientistas do campo das ciências humanas e sociais não tem o reconhecimento de seus trabalhos, o grande público não conhece suas contribuições científicas para o campo das relações sociais, muitos sequer são reconhecidos como cientistas.

As ciências humanas e sociais possibilitam pensar o mundo de maneira crítica e histórica, afinal os processos políticos e sociais são extremamente dinâmicos e a compreensão desses processos é de extrema importância para a sociedade, inclusive, para o pleno funcionamento de um sistema democrático.

Nesta perspectiva criamos a série Descolonizando a Ciência com o objetivo de mostrar que pesquisadores do campo das ciências humanas e sociais também são cientistas e os conhecimento produzidos por eles também são muito importantes para toda a sociedade.

CONHEÇA ALGUNS DESSES CIENTISTAS

Maria Beatriz Nascimento
Nasceu em Sergipe em 12 de julho de 1942, e, na década de 1950, mudou-se para o Rio de Janeiro. Formou-se em História e pós-graduou-se pela UFF. Ainda na Universidade Federal Fluminense, participou da criação do Grupo de Trabalho André Rebouças, em 1974, como forma de compartilhar e dar visibilidade aos estudos e discussões sobre a temática racial na academia e na sociedade. Ao longo da vida, dedicou-se ao estudo de temas relacionados ao racismo e aos quilombos. Professora, intelectual, pesquisadora, poetisa e ativista.

Milton Santos
Nasceu na Bahia em 3 de maio de 1926. Graduado em Direito, destacou-se nacional e internacionalmente pelos conhecimentos produzidos na Geografia. Foi considerado por muitos como o maior pensador da história da Geografia no Brasil e um dos maiores do mundo. Destacou-se por escrever e abordar inúmeros temas, como a epistemologia da Geografia, a globalização e o espaço urbano. A obra de Milton Santos caracterizou-se por apresentar um posicionamento crítico ao sistema capitalista e aos pressupostos técnicos predominantes na ciência geográfica de seu tempo.

Luiza Bairros
Nasceu em 27 de março em 1953, em Porto Alegre, e passou a vida na Bahia. Era formada em Administração pela UFRGS, mestre em Ciências Sociais pela UFBA e doutora em Sociologia pela Universidade de Michigan. Participou de projetos do PNUD de combate ao racismo. Foi ministra-chefe da Secretaria de Políticas de Promoção da Igualdade Racial do Brasil de 2011-2014. Professora Universitária, coordenou projetos e programas de combate ao racismo institucional.

Lélia Gonzales
Nasceu em 1 de fevereiro de 1935, em Belo Horizonte, e mudou-se para o Rio de Janeiro em 1942. Formada em História e Filosofia, fez mestrado em Comunicação e doutorado em Antropologia Social. Fundadora do Movimento Negro Unificado, teve atuação decisiva contra o racismo durante sua trajetória política e intelectual. Sua atuação como pesquisadora mostra que foi uma feminista interseccional e descolonial. Tem dois livros publicados e uma série de artigos que abordam a questão de raça e gênero.

Abdias do Nascimento
Nasceu em Franca, em 14 de março de 1914. Graduado em Contabilidade e em Ciências Sociais, foi diretor-fundador do Teatro Experimental do Negro (TEN) em 1944. Foi ator, poeta, escritor, dramaturgo, artista plástico, professor, político e ativista dos direitos civis e humanos das populações negras. Foi um dos maiores defensores da igualdade para as populações afrodescendentes no Brasil, com várias publicações sobre as relações raciais.

Nilma Lino Gomes
Nasceu em 13 de março de 1961, em Belo Horizonte. Graduada em Pedagogia, mestre em Educação, ambas pela UFMG, é doutora em Antropologia Social pela USP e pós-doutora pela Universidade de Coimbra (Portugal). Foi ministra da Secretaria de Políticas de Promoção da Igualdade Racial e atualmente é professora da Faculdade de Educação da UFMG. Desenvolve pesquisas nas áreas de Educação e movimentos sociais, relações étnico-raciais e de gênero e de formação de professores para a diversidade étnico-racial e etnografia. Tornou-se a primeira mulher negra do Brasil a comandar uma universidade pública federal, ao ser nomeada reitora da Universidade da Integração Internacional da Lusofonia Afro-Brasileira, em 2013.

Você pode achar muitas informações sobre esses pesquisadores na internet. Na Wikipedia, há farto material sobre cada um deles. Vamos pesquisar?

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