Jovens que mudaram o mundo

Jovens que mudaram o mundo

O projeto Sesc+ Juventudes traz várias ações e iniciativas relacionadas à juventude. Nesse clima, conheça alguns dos jovens que mudaram o mundo, que fizeram diferença. 

Alguns jovens percebem o mundo exatamente como ele é: cheio de problemas, desigualdades e as mais diferentes necessidades para uma grande parte da população. Mais do que entender as injustiças e dificuldades, esses jovens trazem soluções, abraçam causas e tomam iniciativas relevantes que fazem muita diferença. Assim, eles entram para história da nossa civilização como grandes exemplos.

A dignidade e respeito ao próximo e à natureza muitas vezes fazem com que esses jovens ganhem parceiros e apoiadores em todo mundo. Se preciso, eles enfrentam até as autoridades na tentativa promover mudanças e conquistas que contribuem para a nossa reflexão sobre novas formas de viver uma realidade melhor. Talento e ousadia são apenas o começo de atitudes tão importantes.

Conheça alguns desses jovens que fizeram, e fazem, a diferença:

Malala Yousafzai  

Malala é uma ativista paquistanesa mundialmente conhecida pela defesa dos direitos humanos das mulheres e e seu acesso à educação, até então proibida pelos talibãs. Através de um blog, e usando um pseudônimo, ela começou aos 11 anos a escrever sobre todas as limitações impostas às jovens de seu país.

Em 2012, Malala sofreu um atendado terrorista no qual levou um tiro na cabeça, ficando em estado grave. O atentado deu início a um movimento ainda maior de apoio nacional e internacional.

Após a produção de um documentário com a sua história (Malala, 2015), ela foi se tornando cada vez mais conhecida no mundo. Deu entrevistas e ganhou o Prêmio Internacional da Criança. A ONU lançou uma petição em nome da jovem exigindo que todas as crianças do mundo estivessem em escolas até ao fim de 2015. A petição impulsionou a retificação da primeira lei de direito à educação no Paquistão.

Considerada uma das 100 pessoas mais influentes do mundo, Malala vive no Reino Unido, e foi a pessoa mais jovem a receber o prêmio Nobel da Paz, em 2014, aos 17 anos.

Greta Thunberg  

Em 2018, Greta matava as aulas nas sextas-feiras para protestar perto do parlamento sueco, exigindo dos políticos mais ações prevenir as mudanças climáticas e o aquecimento global. Muitos estudantes se juntaram a ela, que se tornou líder movimento Greve das Escolas pelo Clima. Em dezembro de 2019, a sueca de 16 anos foi considerada personalidade do ano pela revista Time. Suas ações levaram o movimento a um nível global, e milhões de pessoas apoiaram a adolescente.

Apesar de ter Síndrome de Asperger, uma condição do espectro autista, Greta não poupa esforços para lutar por melhores condições no meio ambiente. Ainda em 2019, a jovem ativista ganhou o Prêmio Internacional da Paz das Crianças, e participou de uma convenção na ONU, onde disse chorando que todos que estavam presentes eram culpados de não deixar um mundo saudável onde os jovens pudessem ser felizes, e que todos estavam acabando com os recursos naturais por interesses próprios. Suas palavras irritaram vários líderes de governo.

Em 2020, Greta doou R$600 mil para contribuir no controle do novo corona vírus na Amazônia. A soma era parte do Prêmio Gulbenkiar para Humanidade, que a jovem havia recebido.

Louis Braille

Nascido na França, em janeiro 1809, seu pai era um fabricante de arreios e selas. Aos três anos, ao brincar na oficina do pai, Louis feriu-se no olho esquerdo com uma ferramenta pontiaguda. A infecção que se seguiu ao ferimento alastrou-se para o olho direito, provocando a cegueira total.

Com enorme facilidade em aprender tudo o que ouvia, Louis foi selecionado como líder de sua turma. Com 10 anos de idade, ganhou uma bolsa do Institut Royal des Jeunes Aveugles, uma renomada escola para deficientes visuais em Paris. Mais tarde, baseado em um complexo sistema de comunicação chamado de escrita noturna, também conhecido por Serre, Louis trabalhou de forma genial e, com apenas 15 anos, criou um novo método de escrita/leitura com pontos e relevos, que revolucionou a comunicação entre pessoas cegas e leva seu nome, o braile.

René Silva

Morador da comunidade do Complexo do Alemão, no Rio de Janeiro, René criou aos 11 anos o jornal Voz das Comunidades, para falar das notícias e necessidades de sua região, como a falta de saneamento básico e pavimentação, além da luta contra a violência. Em 2018, aos 24 anos, foi considerado um dos jovens negros mais influentes do mundo pela lista Mipad (Most Influential People of African Descent), de Nova Iorque.

Segundo René, ao criar o Voz das Comunidades a partir de uma folha de papel A4, sua intenção era mostrar também o que havia de bom nas favelas cariocas, além dos verdadeiros problemas sociais que os moradores enfrentavam no dia a dia. A notoriedade chegou cinco anos depois, em 2010, quando René cobriu em tempo real a invasão da polícia no Morro do Adeus, outra das 13 comunidades do Complexo.

Daiane dos Santos

A ginasta Daiane Garcia dos Santos foi descoberta pela professora Cleusa de Paula aos 11 anos, quando brincava em uma praça de Porto Alegre. Aos 16 anos, depois de muito treino, a jovem conquistou duas medalhas nos Jogos Pan-americanos de Winnipeg (Canadá). Ali, começava a brilhante carreira da ginasta que, ainda que tenha começado mais tarde do que a grande maioria dos atletas, foi considerada um fenômeno na ginástica artística.

Em dezembro de 2004, ao som da música Brasileirinho, tornou-se Campeã Mundial de solo em Birmingham (Inglaterra). Mais tarde, em 2006, Daiane recebeu a medalha de ouro ao som de Isto Aqui O Que É?, em Moscou.

Daiane foi a criadora do salto duplo twist carpado, que leva seu nome. Ainda tem dois movimentos praticados mundialmente, que também levam o seu nome.

Frida Kahlo

Frida foi uma pintora mexicana que se tornou conhecida pelos muitos retratos, autorretratos e obras inspiradas na natureza e objetos de seu país. Nasceu na vila de Coyoacán, em julho de 1907. Já adulta e casada realizou várias exposições em Detroit, San Francisco e Nova Iorque. Ela afirmava nunca pintar sonhos, mas sim a sua realidade. Desde cedo, com a saúde muito debilitada, continuava pintando. Sua obra recebeu influência da arte indígena mexicana. Pintava paisagens mortas e cenas imaginárias sempre utilizando cores fortes e vivas. Também se encantou pela fotografia, talvez por influência do pai e avô.

Frida ainda lecionou artes na Escola Nacional de Pintura e Escultura, recém-fundada na cidade do México. E teve um papel relevante como defensora dos direitos das mulheres, tornando-se um símbolo do feminismo.

Jota Marques

Morador da Cidade de Deus, professor engajado na luta contra o novo coronavírus na comunidade, Jota vem ganhando notoriedade pelo seu trabalho e eficiência em prevenir e falar dos cuidados que todos precisam ter. Um trabalho diário de conscientização e educação para que os moradores entendam do assunto com muito mais simplicidade e assumam a sua responsabilidade pela prevenção da doença.

Como educador, Jota participou de encontros com especialistas em educação criativa com os seus alunos sobre a luta contra o preconceito contra os favelados. Na Associação Semente de Vida da Cidade de Deus, que é conhecida por seu portal comunitário e estação de rádio, ele é atuante e consegue colocar nas redes sociais um conteúdo multifacetado que vem crescendo e ganhando cada vez mais admiradores.

Alyssa Carson

Ainda criança, Alyssa decidiu que queria ser astronauta. E não era brincadeira. Com 16 anos foi a aluna mais jovem a completar um dos principais programas de treinamento da Nasa, conquistando uma das 12 vagas, disputadas por mais de 18 mil candidatos.

Hoje, aos 18 anos, Alyssa se prepara para a primeira missão humana a Marte. Ela gosta de falar sobre os preparativos para uma viagem interplanetária, o futuro da humanidade e sobre ser mulher no meio da ciência espacial. A jovem americana participa de um intenso treinamento e certificação para fazer experiências espaciais.

Sobre o futuro da humanidade, Alyssa afirma que Marte se tornou uma grande solução para todo o estrago que o homem fez à Terra. Ela fala de uma forma objetiva e calcada em muitos conhecimentos astronômicos. Quanto ao fato de ser mulher num ambiente predominantemente masculino, ela garante que nunca teve problemas.

Luisa Hamra

Luisa nasceu em Catanduva (SP) e hoje tem 19 anos. Desde os 16, com os surtos frequentes de doenças causadas pelo mosquito transmissor da dengue, ela se dedica a estudar sua morfologia. Após muitas pesquisas, a jovem brasileira criou um gel de combate ao Aedes Aegypti. O mosquito ainda continua a ser uma das maiores preocupações para todas as cidades brasileiras em função do nosso clima.

O gel criado por Luisa, é fixado em locais propícios para a formação de focos de proliferação do mosquito e tem comportamento similar ao ovo do mesmo,sendo ativado somente quando em contato direto com a água. O produto tem a capacidade de destruir as larvas em menos de 24 horas e de repelir o mosquito com a ação da citronela. Segundo Luisa, apenas um adesivo pode manter o lugar livre da praga por, pelo menos, duas semanas.

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