A importância da leitura na saúde emocional

A importância da leitura na saúde emocional

Eliana Costa e Suelen Maciel, da equipe de Cultura do Sesc RJ, falam sobre a importância da leitura na manutenção da saúde emocional.

A campanha do Setembro Amarelo tem o objetivo de prevenir e reduzir os números de suicídio no país. O seu maior desafio é conscientizar a sociedade em geral de que problemas como a depressão estão diretamente associados ao suicídio, uma questão grave para a saúde pública que, muitas vezes, pode ser evitada. Com esse artigo, buscamos ressaltar a importância da leitura no processo de bem-estar emocional.

A leitura e seus benefícios

É sabido que o hábito da leitura pode proporcionar diversos benefícios à nossa vida, como a melhora da escrita, a fala, a criatividade, o senso crítico e muito mais. Mas você sabia que os livros podem ser grandes aliados ao enfrentamento de doenças psíquicas? A leitura pode ser uma excelente aliada garantindo muitos benefícios, como melhora na qualidade de vida e no bem-estar.

Conforme o artigo  Os benefícios da leitura literária adulta para o tratamento de pessoas com ansiedade fraca à moderada, a literatura tem por finalidade recriar a realidade a partir da visão de determinado autor, por meio de palavras carregadas de significado, com o objetivo de  atingir a autoconsciência do leitor. Ela exige que a mente decodifique os sinais da escrita e seus significados, desligando-se de todo o contexto externo, consequentemente acalmando os pensamentos.

O artigo A leitura como tratamento para diversas doenças remete à importância da leitura para o tratamento de diversas doenças e fala do livro Farmácia Literária, das autoras Ella Berthoud e Susan Elderkin.

Você sabe o que é Biblioterapia?

Seguindo as definições do Dicionário On-Line da Língua Portuguesa Michaelis, Biblioterapia é o emprego de leituras selecionadas como adjuvantes terapêuticos no tratamento de distúrbios nervosos.

Na literatura é possível localizar diversas conceituações sobre biblioterapia, mas vale destacar a definição da Associação das Bibliotecas de Instituições e Hospitais dos Estados Unidos: Biblioterapia é a utilização de materiais de leitura selecionados como coadjuvante terapêutico na medicina e na psiquiatria; a orientação na solução de problemas pessoais por meio da leitura dirigida; o tratamento do mal ajustado para promover sua recuperação à sociedade”. (MOOD; LIMPER, apud Caldin 2001).

Compreende-se que através da Biblioterapia pode-se alcançar resultados significativos, como o alívio e até a cura no tratamento de distúrbios nervosos, pois segundo Caldin (2001) somos capazes de pacificar as emoções através da leitura. Importante destacar que a técnica pode vir a ser um complemento aos tratamentos terapêuticos com psicólogos e psiquiatras, e que não deve ser usada exclusivamente como método para tratar doenças psíquicas.

A Biblioterapia no Brasil

Segundo a matéria do site Doses de Biblioterapia, a Biblioterapia é uma área muito recente no Brasil. Em 1975, foi publicado o primeiro artigo sobre o tema no Brasil, da autora Ângela Maria Lima Ratton, que na época era bibliotecária, estudante de Psicologia e ex-professora de Biblioteconomia da Universidade Federal de Minas Gerais. Este trabalho é considerado um marco histórico da Biblioterapia no Brasil.

Durante muitos anos, um ou outro trabalho foi publicado, mas sempre sem grande expressividade. Já no final da década de 90, chegou ao Brasil o livro do filósofo francês, Marc-Alain Ouaknin intitulado “Biblioterapia”. Um livro denso, que serve de base para os interessados em se aprofundar nas pesquisas sobre o tema.

A área começou a se consolidar a partir do trabalho da professora Clarice Fortkamp Caldin, professora de Biblioteconomia da Universidade Federal de Santa Catarina, em 2001, com o artigo A leitura como função terapêutica: Biblioterapia.

A professora e pesquisadora dedicou o mestrado e o doutorado à Biblioterapia. Além disso, sempre esteve envolvida com a prática, que permeia todo o seu trabalho junto aos seus alunos da UFSC, onde ministra desde 2003, uma disciplina dedicada ao assunto. Todo o empenho da professora a tornou uma grande referência da Biblioterapia no Brasil com inúmeros artigos e um livro publicado. Saiba mais sobre ela em: Entrevista: Clarice Fortkamp Caldin.

Indicações de livros:

Biblioterapia: 10 livros que podem ajudar na cura de doenças físicas e emocionais
10 livros que ajudam a lidar com o pânico, a ansiedade e a depressão
Tratamento à base de livros | Veja Saúde
Setembro Amarelo: Editora Fiocruz faz ação promocional de livros sobre saúde mental
Setembro Amarelo: cinco livros que ajudam a compreender o suicídio
Setembro Amarelo: 15 livros sobre suicídio

Conheçam perfis que trabalham com Biblioterapia:

@institutopriscilaandrade
@kuau_experiencias
@dosesdebiblioterapia
@ateliedabiblioterapia
@biblioterapiadh
http://www.cristianaseixas.com/

Referências:

CALDIN, Clarice Fortkamp. A leitura como função terapêutica: biblioterapia. Encontros Bibli: revista eletrônica de biblioteconomia e ciência da informação, Florianópolis, v. 6, n. 12, p. 32-44, jan. 2001. ISSN 1518-2924. Disponível aqui. Acesso em: 09 set. 2020.

BIBLIOTERAPIA. In: MICHAELIS dicionário da língua portuguesa. São Paulo: Editora Melhoramentos, 2015. Disponível aqui. Acesso em: 09 set. 2020.

 

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