Mostras Regionais de Artes Cênicas 2021 – Campista: O mundo é dos homens

“O mundo é dos homens” é um texto inédito escrito originalmente por Edi Henzer. De cunho híbrido entre o naturalismo e o teatro épico, o trabalho aborda uma dramaturgia em que o patriarcado toma o poder do mundo em tempos cotidianos. A proposta mescla um humor ácido e tom de denúncia, abordando desde questões cotidianas de opressão às mulheres a índices estatísticos de violência contra a mulheres e casos de feminicídio.

Teatro Cia Caixola de Baco:

A Companhia Caixola de Baco iniciou a sua trajetória no projeto Palco Experimental, realizado no Sesc Campos no ano de 2018. O grupo é formado por ex-alunos do Curso Livre de Teatro de Campos dos Goytacazes – RJ Fundação Cultural Jornalista Oswaldo Lima (FCJOL), alunos do Curso de Licenciatura em Teatro do IFF e atores convidados.

Antônio Guedes:

Professor assistente da Escola de Belas Artes da UFRJ, fundou, em 1991, a Companhia Teatro do Pequeno Gesto, com a qual realizou a encenação de 19 espetáculos e desenvolveu um projeto de oficinas itinerantes que passou por mais de 50 cidades de todo o país. Em 1998 criou, com Fátima Saadi, a revista de ensaios sobre teatro Folhetim, cujo conselho editorial integra. Nesse mesmo ano recebeu duas indicações (direção e trilha sonora) para o Prêmio Shell de Teatro pelo espetáculo A serpente, de Nelson Rodrigues. Como ensaísta, além dos artigos publicados no Folhetim, escreveu Sobre tragédia… afinal, são tragédias!, apresentação do volume 4 das obras completas de Nelson Rodrigues editado pela Nova Fronteira e A precisão das falas e a concretude cênica em A serpente, resultado de uma palestra proferida no seminário Nelson Rodrigues e a cultura brasileira, no Festival Recife do Teatro Nacional.

Como diretor, seus últimos trabalhos pela Companhia Teatro do Pequeno Gesto foram Valsa nº 6, de Nelson Rodrigues, AntígonaCreonte, escrito em parceria com Fátima Saadi a partir da tragédia de Sófocles, e Teatro dos ouvidos, de Novarina. Fora da Companhia, encenou Open house, de Daniel Veronese, A confissão de Leontina, de Lygia Fagundes Teles – que, além de cumprir temporadas no Rio, também esteve em cartaz no Teatro D. Maria em Lisboa, em novembro de 2006 –, O animal do tempo, de Novarina, e Mirandolina, de Goldoni, numa produção realizada em Maceió (AL), Na solidão dos campos de algodão, de Koltès, numa produção de Recife (PE) e Primeiro amor, de Beckett, numa produção da Cia Teatral do Movimento, com Ana Kfouri.

Atualmente coordena, na Escola de Belas Artes, um projeto de extensão que tem como objetivo a realização de pesquisas práticas no Curso de Artes Cênicas. Nesse âmbito, já encenou Quando as máquinas param, de Plínio Marcos, A serpente, de Nelson Rodrigues e Woyzeck, de Büchner, além de duas performances a partir dos textos Valsa nº 6, de Nelson Rodrigues e Diante da palavra, de Novarina.

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