Mostras Regionais de Artes Cênicas 2021 – Fluminense: Batizado

Tita e Forrobodó estão comemorando pois é dia de festa: haverá um batizado!

O que eles não imaginam é que batismo é uma cerimônia sagrada para qual palhaços não costumam ser convidados mesmo que o batismo seja obra deles mesmos. Para esse batismo não há sacerdote, nem templo. Há apenas essa dupla que vai precisar descobrir maneiras de batizar aquele que é o seu mais novo show. E diante do suspense para descobrir junto da plateia o nome desse mais novo trabalho eles vão apelar para as maneiras mais criativas e atrapalhadas de realizar a cerimônia, que com certeza não vai dar certo! Será o batismo mais desastrado que a humanidade já viu! Circo.

Cia Mala de Mão:

Em cinco anos fazendo jus ao compromisso com a ancestral Arte do Palhaço e com a Arte Pública, a Cia. Mala de Mão tem trazido à sua plateia um repertório hilário de números na praças, favelas, semáforos, transportes coletivos e espaços públicos da região metropolitana do Estado do Rio de Janeiro. A Cia. elenca atualmente o palhaço Forrobodó e a palhaça Tita. Cia. vem firmando seu compromisso com a arte pública de qualidade estrelando espetáculos engajados em temáticas que vão desde o combate ao racismo e a violência contra a mulher, passando pela prevenção ao suicídio e até à valorização da Arte de Rua. A trupe têm como referência para sua poética e estética o diálogo com outros artistas, circenses ou não, que possam contribuir para a criação de uma linguagem crítica, lúdica e engraçada para seus espetáculos. Dentre eles se destacam Mestre Benjamim de Oliveira, Mestra Maria Eliza Alves, Abdias do Nascimento, Augusto Boal e Jocanfer.

Fazendo do chapéu a sua militância e sustento, o grupo de artistas acredita no potencial dialógico da comédia e no trabalho em rede. Com isso, compõe em seu território redes de combate ao racismo e de lutas por políticas públicas de fomento à arte, a cultura e de igualdade social.

João Artigos e Jô Ventura:

João Artigos é ator, palhaço e foi um dos fundadores do Grupo Teatro de Anônimo – RJ – grande referência carioca de companhia de espetáculos circenses. Possui Licenciatura Plena em Artes Cênicas na Universidade do Rio de Janeiro. Integrante fundador da Red Latinoamericana de La Risa – Brasil, Chile, Colômbia, Bolívia, Costa Rica, Equador, Peru e Guatemala. Foi Coordenador geral do Encontro internacional de Palhaço Anjos do Picadeiro até 2018. Integrou a equipe do Centro de Produção Cultural da Secretaria Municipal de Cultura do Rio de Janeiro de 1986 à 1995.

Em conjunto com Sidnei Cruz fez a Coordenação de processos artísticos e performances do Projeto Tangolomango – Festival da Diversidade Cultural -Prêmio Nariz de Prata no Festival de Mônaco – 2006. Prêmio Especial Cirque du Soleil – Festiclown de Monte-Mônaco; 2006.

Jô Ventura é bailarino, ator e percussionista de formação, atua como instrutor circense no projeto “Se Essa Rua Fosse Minha” – projeto de inclusão social através das Artes Circenses em Nova Iguaçu. Tem seu trabalho voltado para a expressões da cultura afro-brasileira e da diáspora africana, em sintonia dialógica com a arte milenar do circo. Com isso, o corpo e a música oriundos dessa pesquisa, se encontram no espaço físico imaginário do picadeiro, da lona, do terreiro, do barracão, se tornando um só espaço de valorização das artes circenses e da identidade negra.

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