Mostras Regionais de Artes Cênicas 2021 – Fluminense: Taciturno

O espetáculo explora os silenciamentos impostos pela sociedade, através de preconceitos enraizados, imposições machistas, relações entre empregadores e assalariados, entre outras. Exprime, assim, as diferentes formas – às vezes, formas até mesmo sutis – em que pessoas são silenciadas, em situações distintas. “Taciturno” pretende ser um grito de rompimento deste silêncio.

Guetos Crew:

Grupo criado em 2005 a partir de oficinas ministradas pelo grupo cultural O CLAM – Consciência, Liberdade, Atitude e Movimento, uma associação cultural, que atuou no município de São Gonçalo (RJ) desde 2001 a 2011 com produção e promoção de Cultura Hip-Hop.

Partimos do ponto de vista de que a Cultura Hip-Hop é um instrumento político e poético de manifestação frente às desigualdades sociais, e que pode e deve ser mais utilizado no diálogo entre as juventudes periféricas e marginalizadas.

Pensamos e realizamos nossas atividades dentro do que acreditamos: que o Hip-Hop é uma Cultura das Periferias, surgida para trazer mensagens positivas e edificadoras para seus admiradores. Não acreditamos em arte descompromissada, muito menos em neutralidade. Para nós, a Cultura Hip-Hop está necessariamente ligado ao Ativismo.

Partindo dos princípios do CLAM, que é de ser um ativista, um agente multiplicador, que o grupo Guetos Crew, começou a tomar forma, no inicio somente mais um grupo de dança, porem um dos criadores do grupo Alex Silva (Pluto), sentiu uma maior necessidade de troca de informações, de um aprofundamento maior entorno do que se praticava, e com um olhar diferente o grupo foi se firmando como militante, dentro do movimento, produzindo, participando direta e indiretamente de eventos, seminário, batalhas, tudo que envolve o movimento hip hop. O grupo Guetos crew conta, com grafiteiros, MCs, DJs, e dançarinos.

Sônia Destri:

Sonia Destri Lie é bailarina e coreógrafa. Sua formação em ballet e psicologia lhe rederam uma perspectiva única a respeito da expressão humana.

É diretora artística da Companhia Urbana de Dança, que realiza pesquisa das raízes culturais brasileiras em diálogo com as tendências contemporâneas da dança urbana, nas escolas da rede pública de ensino, com propósito de mostrar às crianças e jovens as identidades de seus bailarinos, suas referências e atitudes, um sotaque carioca, brasileiro e afrodescendente, uma realidade possível através da arte.

Os integrantes da Companhia Urbana de Dança têm histórias de vitórias para compartilhar, sabendo que o jogo não está ganho, que o cotidiano é difícil, e que ainda não conseguiram o necessário suporte a longo prazo. Mas que, definitivamente, estão em campo para saltar cada vez mais alto e mover-se com cada vez mais beleza e atitude.

A Companhia quer continuar apresentando estes jovens dançarinos como protagonistas de suas próprias transformações. E ao fazê-lo, estará colocando em destaque os talentos de jovens brasileiros negros frente à modernidade, numa postura afirmativa e pluralista. Trabalham com base no principio da generosidade intelectual e artística, só faz sentido se pudermos continuar n caminho da criação e no compartilhar de experiência.

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