Mostras Regionais de Artes Cênicas 2021 – Zona Norte: Voz Surda

Dois trabalhadores em um ambiente de trabalho insalubre aguardam o patrão chegar para assassiná-lo. No palco, dois personagens angustiados, que cumprem ordem superiores e reagem, coagidos e subjugados. Em clima de tensão ambos combinam de matar o patrão, mas não sabem exatamente como. O espetáculo flerta com o universo do “”teatro do absurdo”” e retira sua inspiração na obra de Jean Genet.

Ficha técnica:

Texto e direção: Rodrigo Carvalho
Elenco: Gustavo Alves e João Mabial
Iluminação: Bruno Caverninha
Visagismo: Rona Neves
Direção de produção: Tatiane Santoro
Arte gráfica: Edgar Claro
Fotografia: Ramon

Teatro Coletivo Sem Órgãos:

Em 2019 iniciou-se o segundo trabalho do grupo, “Voz Surda”. O espetáculo fez a primeira temporada em outubro no teatro Gonzaguinha. Em 2020, a partir da pesquisa do primeiro espetáculo “Casulo de fogo” cria-se o artigo “Casulo de fogo: uma proposta cênica pautada na fragmentação e desconstrução”, escrito por Rodrigo Carvalho e Talita Baldin,  publicado pela revista Moringa da Universidade Federal da Paraíba – UFPB. .Em 2021 a Cia remonta o espetáculo “Voz surda” para ser apresentado remotamente com previsão de estreia em junho de 2021 .

Jé Oliveira:

Jé Oliveira está graduando-se em Ciências Sociais, pela Universidade de São Paulo – USP. É um dos fundadores do Coletivo Negro, ator, diretor e dramaturgo, formado pela Escola Livre de Teatro de Santo André.

Concebeu, idealizou, produziu, atua e faz a direção geral, de Gota D’Água {PRETA}, 2019, peça que lhe rendeu a contemplação no Prêmio APCA de Melhor Direção, se tornando o primeiro homem negro a ser contemplado. A obra também teve indicação no Prêmio Shell e está concorrendo ao Prêmio Aplauso Brasil como Melhor Espetáculo.

Como dramaturgo possui 6 peças escritas e encenadas com destaque para: Farinha com Açúcar ou Sobre a Sustança de Meninos e Homens (2016), publicada em livro pela editora Javali e semifinalista do Prêmio Oceanos de literatura portuguesa, essa obra lhe rendeu também a premiação no 6º Prêmio Questão de Crítica e no 9º Olhares da Cena de Porto Alegre em
2018. Também está presente na antologia de teatro negro: Dramaturgia Negra, lançada pela FUNARTE.

Tem outros 2 livros publicados com textos dramatúrgicos de sua autoria: Negras Dramaturgias de 2016, em parceria com o Coletivo Negro e Azar do Valdemar, com a Cia dos inventivos.

Unidades