Dia Nacional do Escritor
Crédito: Getty Images

Dia Nacional do Escritor – 61 anos de Comemorações

No dia 25 de julho celebramos o Dia Nacional do Escritor. A data foi criada em 1960, após o sucesso do Primeiro Festival do Escritor Brasileiro, organizado pela União Brasileira de Escritores (UBE), presidida pelo presidente João Peregrino Júnior e pelo seu vice-presidente, o escritor Jorge Amado.

A escrita é considerada uma das maiores invenções da humanidade. Tão importante que é um marco divisor da nossa história. A Idade Antiga (4000 a.C a 746 d.C) teve início com o aparecimento das primeiras civilizações e da invenção da escrita . E ao longo dos séculos, se tornou uma das principais formas de comunicação e legitimação do homem moderno “vale o que está escrito e registrado”. Para conhecer um pouco mais leia A história da escrita de Steven Roger Fischer (Editora Unesp).  

A escrita possibilitou o registro dos pensamentos humanos e passou a ser extremamente relevante nas relações sociais, na disseminação de ideias, no compartilhamento do conhecimento e principalmente para as representações dos sentimentos e desejos dos homens.

O dia do escritor nos faz lembrar e comemorar a profissão daqueles que por meio da sua arte nos permite conhecer costumes e realidades diferentes. Que nos fazem rir e chorar e que são capazes de nos fazer viajar sem sair do lugar. Através das palavras escritas somos transportados através do tempo e do espaço e somos provocados a viver experiências e emoções inesperadas.

Mas será que qualquer pessoa pode ser um escritor? Ou é preciso nascer com o dom de escrever? Quando falamos em “ser escritor”, algumas pessoas logo pensam: escritor é quem escreve livros! De acordo com o dicionário brasileiro Michaelis, escritor é “aquele que escreve”, são “autores de obras escritas, sejam literárias, sejam culturais, científicas, etc., em especial textos de ficção”. Será que só é escritor quem escreve livros? 

José Saramago dizia que “somos todos escritores, só que uns escrevem e outros não.” Para ele, “no fundo, todos temos necessidade de dizer quem somos e o que é que estamos a fazer e a necessidade de deixar algo feito, porque esta vida não é eterna e deixar coisas feitas pode ser uma forma de eternidade”.

Se seguirmos esses pensamentos, podemos afirmar que o ato de escrever é quando os pensamentos, as ideias e a imaginação não cabem mais dentro de alguém e todo esse conteúdo transborda para o papel. E assim a mágica acontece. Quem escreve, escreve para si próprio e para o mundo.

A autora Cora Coralina no poema O poeta e a poesia dizia que “o poeta não é somente o que escreve. É aquele que sente a poesia, se extasia sensível ao achado de uma rima à autenticidade de um verso” (Vintém de cobre: meias confissões de Aninha -Global Editora). Ela em sua sensibilidade ímpar incluía os leitores no processo da escrita. Todos nós somos autores de nossas vidas, pois possuímos a capacidade de produzir conhecimento, de imaginar e inventar realidades. Somos capazes de sonhar.

Esse ano comemoramos o centenário de nascimento do educador brasileiro Paulo Freire, reconhecido mundialmente por sua contribuição para a educação. Para ele “ler é tomar consciência, a leitura e a escrita são práticas de liberdade”. Suas obras foram traduzidas para mais de 20 idiomas, entre elas A pedagogia do oprimido, A educação como prática da liberdade e A importância do ato de ler

Existem escritores nas mais diversas áreas do conhecimento, profissões e meios de comunicação. Estamos falando das pessoas que escrevem livros, novelas, peças de teatro, textos para os programas de TV. Dos autores, jornalistas, poetas, quadrinistas e dos compositores musicais.

O Sesc RJ é um grande incentivador da literatura nacional. Através de suas ações, procura fomentar o acesso aos recursos de informações em qualquer meio ou suporte, físico ou digital. Por isso, apoia pesquisas, incentiva a leitura e oferece programações literárias para a sociedade.

Desde 2003 o Prêmio Sesc de Literatura tem um papel importante no cenário literário nacional, contemplando novos autores nas categorias Conto e Romance, com a publicação de seus primeiros livros. Na edição de 2021 foram recebidos 1688 inscrições de livros e os vencedores foram Fábio Horácio-Castro na categoria romance e Diogo Monteiro na categoria conto. 

O Sesc possui uma das maiores redes de bibliotecas do país, são mais de 300 unidades. No Rio de Janeiro são 14 bibliotecas e 4 BiblioSesc, que atuam como um serviço de biblioteca itinerante, com o objetivo de formar leitores e divulgar os autores da região.

Para homenagear essa data tão importante, selecionamos algumas obras de autores da literatura brasileira que estão disponíveis gratuitamente na internet.

E você, leitor, gosta de escrever? Por que escreve?
Comente em nossas redes sociais o que o/a leva a escrever e o que gosta de ler? Aproveite para indicar seus autores brasileiros preferidos #SescRJ #RedeSescdeBibliotecasRJ #BiblioSescRJ

Canais de divulgação das programações:
➡️ https://web.facebook.com/SescRJ
➡️ https://www.instagram.com/sescrio/
➡️ https://www.sescrio.org.br
➡️Grupo Rede de Bibliotecas Sesc RJ

Algumas indicações de obras de autores brasileiros disponibilizadas gratuitamente:

Machado de Assis (1839-1908): Dom casmurro e outras obras disponíveis no site Machado de Assis;
Casimiro de Abreu  (1839-1860): As primaveras
José de Alencar (1829-1877): O guarani
Olavo Bilac (1865-1918): Alma inquieta
João do Rio (1881-1921): Alma encantadora das ruas
Lima Barreto (1881-1922): Triste fim de Policarpo Quaresma e muitas outras obras disponíveis no site Domínio Público;
Paulo Freire (1921-1997): Sesc TV – Paulo Freire – Série documental em cinco episódios sobre o educador Paulo Freire TV Cultura – Centenário de Paulo Freire

 

Texto produzido por Celina Almeida e Regina Verly
Bibliotecárias e Analistas de Literatura

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