Infância Sonora Brinquedos Invisíveis

Infância Sonora – Brinquedos Invisíveis

Nosso Analista de Cultura, Anderson Lins, fala sobre as chamadas infâncias sonoras, brinquedos invisíveis que unem pais e filhos em todos os momentos.

Como diz o Professor Comênios: “Perguntas e respostas conduzem para o diálogo e o diálogo é o caminho que conduz para todos os lugares” .

Uma das coisas mais importante da Infância é a companhia, dos pais, dos amigos, é o grande brinquedo das crianças, o brincar aproxima pais e filhos. Esse é um encontro alegre e a alegria não tem explicação. E, o que se pode fazer neste momento, senão brincar! A brincadeira para a criança é questão de sobrevivência! É por meio dela que a criança se relaciona com as pessoas e as coisas do mundo: brincar e pensar são uma só coisa, no processo da construção do conhecimento, o brincar, linguagem fundamental e única que a criança tem para compreender seu tempo e lugar é por meio dele que a investigação, a experimentação e a exploração revelará a apreensão do pequeno ser das coisas grandes da vida.  Os pais tem a responsabilidade de atender a este direito: apresentar o seu repertório cultural e dividir as experiências e ampliar as sensibilidades, uma se somando a outra.

Deste repertório de que falamos fazem parte as brincadeiras sem tempo e perdidas no espaço como se fossem milenares; canções tradicionais guardadas na memória passadas de geração a geração que são os brinquedos invisíveis, como as histórias que povoam os imaginários, mas também as contemporâneas formas de brincar: virtuais e digitais. Todas as formas de interação são bem-vindas, podem conviver. Não existe a melhor nem a pior: a linguagem da criança é corporal. Experimente observar como ela se comporta frente a uma TV. A criança salta, pula, canta, interage ricamente com o que se vê.

Cabe lembrar que a criança tem o direito de conhecer e viver as brincadeiras chamadas antigas, ela vai transformar e adaptá-la do seu jeito, dentro dos seus interesses e de seus amigos. Aqui os pais tem uma importante tarefa que é apresentar essas brincadeiras, sei que vão descobrir o prazer desse processo imaginativo e experimentar uma série de sensações,  revelações e, quanto mais rica é a experiência mais vamos adiante.

Hoje as crianças vivem em ambientes com muita informação em um volume e velocidade difíceis de assimilar, por isso as brincadeiras tem mais a ver com mídias e tecnologias, ou seja, a referência não é exatamente a natureza, assim ganha força a necessidade do contato com a natureza, o ar livre em sinceras interações.

Daí vem o que chamamos de Infância Sonora. A música dá sentido à vida das crianças, cria uma forte identidade e orgulho, essencial para enfrentar as realidades que os cercam. Assim, convidamos os pais para dividirem com seus filhos suas preferências musicais: quem canta seus males espanta! Cantar é instintivo e brincar com a voz é fundamental para o ser humano. Vale lembrar que cantamos muito pouco! A música é uma forma de comunicação a mais fantástica.

Observe as crianças, elas colocam a música em todas as ações que fazem,  inventam músicas para todas as situações, inclusive as que metem medo. Elas juntam os sons aos gestos: certos personagens ganham uma voz mais grossa, um bicho papão, perceba: a criança é muito sonorizada.  Neste sentido, os pais precisam estimular o cantar: ampliem os rituais de canto em casa, a presença da canção e das músicas que são importantes para a família, que signifiquem boas mensagens, explorem as brincadeiras nos roteiros e sejam felizes.

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